quinta-feira, julho 18, 2013

Metalurgia do Bronze Final no entre Douro e Tejo português: contextos de produção, uso e deposição

Metalurgia do Bronze Final Artigo de RAQUEL VILAÇA Instituto de Arqueologia. Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Portugal. E-mail: rvilaca@ci.uc.pt ACTAS DEL CONGRESO:ÁMBITOS TECNOLÓGICOS, ÁMBITOS DE PODER. LA TRANSICIÓN BRONCE FINAL-HIERRO EN LA PENÍNSULA IBÉRICA (Madrid, 18 Marzo de 2004) Dirección Científica: Alicia Perea. 1.Introdução Tendo em conta a temática deste Seminário, procurei reunir elementos resultantes dos meus próprios trabalhos, publicados e inéditos, bem como outras novidades portuguesas, mas tive igualmente em linha de conta informação mais antiga que merece ser recuperada e valorizada. O quadro cronológico estava, à partida definido. Nesse âmbito, vários assuntos podiam ser abordados e, cada qual, de diversas maneiras. A metalurgia era um tema incontornável. E, quando falamos do metal no Bronze Final, falamos essencialmente do bronze. Mas, para além dessa metalurgia, no espaço geográfico que escolhi, entre Douro e Tejo, perfeitamente aleatório, também encontramos registos de ouro e de ferro. Por razões óbvias, o seu número é muitíssimo reduzido. Ainda assim, não tanto quanto se poderia pensar. Em relação ao ouro, entre peças, conservadas e perdidas, ou meras notícias de achados, eu própria fiquei surpreendida com o número de registos reportáveis à região em análise. Quanto ao ferro, considero que um dos principais resultados da investigação dos últimos anos nas Beiras foi a possibilidade de comprovar, em termos estratigráficos, e com datas de Carbono 14, a presença de artefactos de ferro em contextos do Bronze Final. Estas três categorias articulam-se, directa ou indirectamente, com o que considero ser o aspecto mais emblemático da época e região: os sítios habitados ou povoados, que representam, com efeito, uma ruptura em termos de estratégia de povoamento. Não sendo possível falar em ermamento da região no período anterior (Bronze Antigo e Médio), sem dúvida que se verificou nos últimos séculos do II milénio a. C. uma reconversão no modo e na forma de intervenção e de percepção do homem no espaço. http://humanidades.cchs.csic.es/ih/paginas/arqueometalurgia/Descargas/sem04/s04_vil.pdf

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