quinta-feira, julho 18, 2013

Carta Arqueológica de Vila Velha de Ródão - uma lei tura actualizada dos dados da Pré-História Recente

Carta Arqueológica de Vila Velha de Ródão Artigo de Francisco Henriques, João Caninas, Mário Chambino Associação de Estudos do Alto Tejo (AEAT) 1ª Reunión de Estudíos sobre la Prehistoria Reciente en el Tajo Internacional Marcadores Gráficos y Constructores de Megalitos en el Tajo Internacional Santiago de Alcántara, Cáceres, 1, 2 y 3 de Marzo de 2007 Resumo O concelho de Vila Velha de Ródão dispõe de cinco documentos com as características de inventário arqueológico. Nesta comunicação faz-se uma apresentação preliminar dos resultados do mais recente inventário, cujo Relatório Final está em preparação. O primeiro data de 1910, é da responsabilidade de Francisco Tavares de Proença Júnior e integra um inventário de âmbito distrital, a Archeologia do Districto de Castello Branco. O segundo, de 1980, é da responsabilidade de Francisco Henriques e João Canina s (Contribuição para a Carta Arqueológica dos Concelhos de Vila Velha de Ródão e Nisa). O terceiro c ontributo, de 1986, é uma continuação do documento anterior, abrange a mesma área geográfica e é da respons abilidade dos mesmos autores. A quarta contribuição, de 1993, inédita, também da responsabi lidade de Francisco Henriques e João Caninas, funde os dois documentos anteriores num único, e foi elabora do para a Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão, aquando da elaboração do primeiro Plano Director Muni cipal (PDM). O trabalho de campo para a quinta contribuição, elaborada novamente a pedido da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão no âmbito da revisão do PDM, ocorreu entre 2004 e 2006. Contém 420 registos de sítios e monumentos com interesse arqueológico (acréscimo de 78% relativamente à contribuição de 1993). Identifica 120 arqueossítios atribuíveis à Pré-história Recente,cerca de 29% da totalidade dos registos deste inventário actualizado, distribuídos tipologicamente do seguinte modo: - 24 manchas de ocupação (20%); - 23 sítios com arte rupestre (19%); - 45 sepulturas megalíticas, antas, mamoas e tumuli(37%); - 26 achados isolados (21%) com destaque para os instrumentos de pedra polida; - 3 outros ou indeterminados (3%). As manchas de ocupação estão implantadas a curta distância do rio Tejo sobre plataformas detríticas e terraços com ocupação dispersa por vários hectares e frequentemente associadas aos maiores núcleos de arte rupestre do Tejo. Este modelo de ocupação tem equivalência na outra margem do Rio Tejo (concelho de Nisa) e a vários quilómetros a montante (concelho de Idanha-a-Nova). Dos sítios com arte rupestre destaca-se o complexo de Arte Rupestre do Tejo, sobejamente conhecido. Os outros sítios com gravuras rupestres, fora daquele contexto, correspondem quase exclusivamente a rochas gravadas com covinhas. As sepulturas (megalítica e não megalíticas) distribuem-se por todo o concelho, ocorrendo em terraços e plataformas detríticas, em relevos xisto-grauváquicos e até numa planície aluvial. Estão ausentes sobre cristas quartzíticas embora ocorram nos depósitos de vertente daquele tipo de relevos. A forte correlação espacial entre sepulturas, rochas gravadas e sítios de habitat (manchas de ocupação) emerge como um dado relevante para investigação. http://www.altotejo.org/UserFiles/File/Estudos_e_Publicacoes_arqueo/Carta_Arqueologicade_Rodao.pdf

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