quinta-feira, julho 25, 2013

From the Origins: The Prehistory of the Inner Tagus Region - GRAFISMOS RUPESTRES PRÉ-HISTÓRICOS NO BAIXO ERGES(IDANHA-A-NOVA, PORTUGAL)

From the Origins: The Prehistory of the Inner Tagus Region Edited by P. Bueno Ramirez E. Cerrillo Cuenca A. Gonzalez Cordero BAR International Series 2219, 2011 GRAFISMOS RUPESTRES PRÉ-HISTÓRICOS NO BAIXO ERGES(IDANHA-A-NOVA, PORTUGAL) Francisco HENRIQUES, João Carlos CANINAS Arqueólogos. Da Associação de Estudos do Alto Tejo e da Plataforma de Estudos Arqueológicos do Médio Tejo João Luis CARDOSO Arqueólogo. Da Universidade Aberta. Da Associação de Estudos do Alto Tejo e da Plataforma de Estudos Arqueológicos do Médio Tejo Mário CHAMBINO Licenciado em História. Da Associação de Estudos do Alto Tejo Resumo: Apresentam-se os resultados da prospecção arqueológica efectuada pela Associação de Estudos do Alto Tejo no rio Erges, no trecho situado entre Segura e a posição correspondente à margem portuguesa da foz do Arroyo Boqueron (Espanha), cerca de 2 km a montante da foz do rio Erges no Tejo. Para além de se pretender dar continuidade e a trabalhos de cartografia arqueológica extensiva, iniciados nesta região em 1977, houve a intenção de identificar grafismos rupestres pré-históricos, depois de uma incursão efectuada, sem sucesso, nos anos setenta, aquando da descoberta do chamado Complexo de Arte Rupestre do Tejo, em Vila Velha de Ródão e Nisa. No decurso dos trabalhos no rio Erges, e no que concerne a novas grafismos rupestres, foi possível identificar, até ao momento, vários conjuntos de figuras geométrico-simbólicas (círculos simples e concêntricos), antropomorfos, alguns dos quais de configuração ancoriforme, possíveis zoomorfos, picotados dispersos ou em mancha e gravações incisas. Apesar do reduzido número e da escassa diversidade de gravuras, é possível correlacionar a maioria destes motivos com a arte esquemática do Tejo. Por outro lado, esta descoberta evidencia a expansão, para montante, do limite do complexo de arte rupestre holocénica detectado no rio Tejo e afluentes, nos anos setenta do séc. XX. Porém, e partindo do conhecimento actual sobre a distribuição e os quantitativos destas gravuras pré-históricas no rio Tejo, tem-se a convicção que a área nuclear daquele complexo simbólico estará situada nas margens do grande rio, sendo menos expressivas e até marginais as ocorrências presentes nos seus afluentes. Por outro lado, os achados efectuados em ambas as margens do rio Erges, reforçam a hipótese do Tejo Internacional conter conjuntos tão expressivos como os do Tejo português, o que só se poderá comprovar, no futuro, com a desactivação da barragem de Cedillo. Os grafismos rupestres identificados no rio Erges têm enquadramento na densa ocupação pré-histórica do Tejo internacional, coeva daquelas gravuras, identificada na zona envolvente, tanto em Portugal como em Espanha. Incluem-se nesse contexto diversos tipos de monumentos megalíticos, com destaque para os de cariz funerário – em alguns dos quais também foram identificados grafismos, na zona de Cáceres – e sítios de habitat, sobre as coberturas detríticas do território de Rosmaninhal (Idanha-a- Nova). As representações antropomórficas, as mais expressivas naquele conjunto e fiáveis do ponto de vista cronológico, podem ser enquadradas no Neolítico Final-Calcolítico (IV e III milénio a. C.), de acordo com as periodizações propostas por António Martinho Baptista (fase II, megalítica) e Mário Varela Gomes (período meridional). Palavras-chave: Rio Erges, bacia hidrográfica do Tejo, grafismos rupestres esquemáticos, Neolítico, Calcolítico

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