quarta-feira, janeiro 28, 2009

Sítios arqueológicos descobertos...

Sítios arqueológicos descobertos no âmbito da prospecção arqueológica dos lotes 2 e 3B da construção do gasoduto

❚ JOÃO MURALHA ❚ JOÃO MAURÍCIO ❚


RESUMO Os autores, neste artigo, tentam sistematizar dois anos de trabalhos
arqueológicos desenvolvidos ao longo do traçado do gasoduto entre Leiria e Braga e Leiria e Chamusca. Enumeram as áreas com interesse arqueológico detectadas e o tipo de trabalho efectuado. Para isso fazem referência ao tipo de procedimentos adoptados e à planificação das diversas fases de trabalho quer no gabinete, quer no campo.


0. Introdução
Em Junho de 1994, dá-se início aos trabalhos de prospecção arqueológica nos dois
grandes lotes de construção do gasoduto nacional; o lote 1 entre Leiria e Setúbal e o lote 2
entre Leiria e Braga. Mais tarde, começam os trabalhos para os lotes 3 A 3 B, sendo o lote entre
Leiria e Campo Maior (3 B), aquele que nos interessa aqui referir. Este trabalho refere-se apenas
aos lotes 2 e parcialmente ao 3 B, porque um dos signatários deste trabalho apenas acompanhou
este último troço até ao município da Chamusca, num total de cerca de 300 km entre
Leiria/Braga e Leiria/Chamusca.
Ao longo de dois anos (Junho de 1994 e Junho de 1996), numa faixa de entre 12 a 24
metros, detectaram-se um conjunto assinalável de sítios arqueológicos. Embora a maior
parte sejam achados avulsos, a prática, há época ainda pouco comum1, pelo menos no contexto
das grandes obras públicas a nível nacional, teve aspectos positivos pois o objectivo principal
de todo este projecto prendia-se com a minimização dos prováveis impactes negativos
que o processo de obra poderia ter sobre o património arqueológico, foi inteiramente atingido.
Aliás, esse objectivo teria sido igualmente atingido, se o número de sítios encontrados
fosse bastante menor, ou mesmo inexistente.
A metodologia de obra que verdadeiramente interessava à equipa de arqueologia, prendia-
se com uma decapagem superficial de cerca de 24 m de largura máxima até à profundidade
de 0,5 m, com a escavação em profundidade de uma faixa de 2,5 m de largura. Esta situação não só constituía uma das maiores escavações contínuas do país como permitia uma observação arqueológica ao longo de todo o traçado da obra.
O quadro seguinte tenta apenas sintetizar/enumerar as áreas com interesse arqueológico detectadas no conjunto desses dois anos. Refere-se o nome do sítio, a sua localização(apenas em ordem ao concelho), o tipo de estação (concordante com o thesaurus proposto pelo IPA), a cronologia e o tipo de acção proposta e efectuada pela equipa de arqueologia, que pode ir da escavação e sondagem, até ao registo fotográfico ou mesmo a simples delimitação e sinalização dos locais com interesse patrimonial.

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