sexta-feira, dezembro 12, 2008

Arqueologia em Vila Velha de Ródão





Complexo de Arte Rupestre do Vale do Tejo


Trata-se de um dos mais importantes conjuntos de arte pós-paleolítico da Europa, constituído por mais de 30.000 gravuras dispersas ao longo de 40 Km de ambas as margens do rio Tejo.

As gravuras, executadas na sua quase totalidade por picotagem, datam de um período que medeia entre 6.500 a.c. e 2500 a.c e representam símbolos geométricos, antropomórficos e zoomórficos. Actualmente mais de 50% das gravuras encontram-se submersas pela albufeira da barragem de Fratel, sendo visíveis apenas na área de Perais e a jusante da barragem de Fratel.

ROTEIRO DA ARTE RUPESTRE NO CENTRO INTERIOR
A arte rupestre existente no território que vai de Mação a Foz Côa, vai fazer parte de um roteiro a elaborar por diversas entidades.
O projecto que terá a auto-estrada A-23 (Torres Novas/Guarda) como "espinha dorsal", englobará as Câmaras Municipais de Mação (Distrito de Santarém), Vila Velha de Ródão e Fundão (Castelo Branco), Nisa (Portalegre), Vila Nova de Fo z Côa e Pinhel (Guarda).A "Rota de Arte Rupestre na Beira Interior", como é designada, também envolverá a participação dos Governos Civis dos quatro distritos abrangidos, do IPPAR, do Instituto Português de Arqueologia (IPA) e do Centro Nacional de Arte Rupestre (CNART).




Exposição "Arqueologia de Ródão"


Para que o património arqueológico existente no concelho possa ser observado, a Câmara Municipal tem em funcionamento, nas instalações do Centro Municipal de Cultura e Desenvolvimento, uma exposição acerca da Arqueologia de Ródão.


Trata-se de uma exposição onde um simples olhar permite a descoberta de novos mundos. Uma forma única e diferente de ensinar a nossa História.Ao viajar pelo tempo em que a espécie humana ainda não era uma realidade, o visitante vai observar os sedimentos milenares e seguir o rasto das trilobites.
Os instrumentos de caça bem como as técnicas mais adequadas para a sobrevivência do Homem no plaeolítico são também motivo de observação.
A Arte Rupestre é a tónica da exposição e presenteia todos os curiosos com a beleza dos motivos gravados nas rochas. Podemos contemplar vários utensílios usados na conservação dos produtos provenientes da agricultura, assim como alguns ornamentos femininos.
Não basta olhar, ouvir e tocar. É preciso sentir as marcas deixadas pelos nossos antepassados.


Estação Arqueológica da Foz do Enxarrique



Estação do período paleolítico médio-superior, continua ainda hoje a ser objecto de escavações. Aí foi já descoberto um solo de ocupação humana e uma rica indústria lítica, para além de restos faunísticos de grandes mamíferos como o cavalo, o auroque, o elefante e o veado. Tratava-se provavelmente de um acampamento sazonal e de ocupação temporária.
Está classificada como Monumento de Interesse Público.


Monte do Famaco


Trata-se de uma estação do Paleolítico Inferior, um local de habitat provisório onde foi produzida uma grande quantidade de artefactos líticos.


Vilas Ruivas


Acampamento de caçadores-recolectores do paleolítico médio onde foram descobertas estruturas habitacionais (abrigos), bem como restos de possíveis lareiras. Localiza-se num terraço fluvial, junto à aldeia de Vilas Ruivas.










Mamoa da Charneca das Canas



Localiza-se na região da charneca, junto a Fratel. Aí foi encontrado um rico espólio do paleolítico e neolítico - entre os quais lâminas, machados e enxós, pontas de seta e punhais - que pode ser visto na sala de arqueologia do CMCD.


http://www.cm-vvrodao.pt/principal.php?cont=9&sub=32&letra=p&lg=1

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