terça-feira, julho 23, 2013

Alpiarçave, stígios arqueológico: do Paleolítico à presença Romana

Alpiarça, vestígios arqueológico: do Paleolítico à presença Romana
Arqueologia Versão para impressão Durante milhares de anos, o homem viveu com base numa economia de recolecção, caçando, pescando, e recolhendo o que a natureza lhe dava . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Por: Nuno Prates * :: PALEOLÍTICO :: O Paleolítico é o mais antigo e o maior período da história humana. É neste período, anterior à prática da agricultura, que vive um homem que está organizado socialmente em bandos, abrigando-se em grutas, cavernas ou acampamentos ao ar livre. Era nestes locais, que faziam toda a sua vida, dormiam, alimentavam-se e faziam os seus utensílios. É a partir desses utensílios que conhecemos o homem que viveu neste período. O Paleolítico divide-se em três períodos distintos: Paleolítico Inferior, Paleolítico Médio e Paleolítico Superior. É o Paleolítico Inferior e Médio que nos vai interessar, visto ser em Alpiarça que encontramos alguns dos sítios mais antigos de todo o país e que se podem datar na perfeição, uma vez que ainda possuem os seus estratos primários, ou seja, sem serem revolvidos. O Vale do Forno onde se localizam as estações arqueológicas do Paleolítico Inferior e Médio Vale da Atela A região de Alpiarça, pela sua situação geográfica, (na margem esquerda do Tejo), apresenta vários níveis de ocupação humana desde o Paleolítico Inferior até à época romana. A presença humana nesta região data de há mais de 100.000 anos. Os terraços fluviais do Tejo junto à vila fazem dela uma zona importante no estudo do Quaternário. Na zona do Vale do Forno foram encontrados depósitos e indústrias líticas datáveis do Paleolítico Inferior. Foram também descobertos vestígios de flora que talvez sejam anteriores à glaciação de Wurm, em que o vale do Tejo era uma planície húmida e verdejante provavelmente algumas semelhanças ao clima actual. É de salientar os vestígios de Pinus e Nuphar Luteum. "Machados" de Milharós, no Vale do Forno ** A zona do Vale do Forno já é conhecida desde os anos quarenta, mas só nos anos oitenta é que começaram os trabalhos arqueológicos na zona de Milharós. A região de Alpiarça, pela sua situação geográfica, (na margem esquerda do Tejo), apresenta vários níveis de ocupação humana desde o Paleolítico Inferior até à época romana. A presença humana nesta região data de há mais de 100.000 anos. Os terraços fluviais do Tejo junto à vila fazem dela uma zona importante no estudo do Quaternário. Na zona do Vale do Forno foram encontrados depósitos e indústrias líticas datáveis do Paleolítico Inferior. Foram também descobertos vestígios de flora que talvez sejam anteriores à glaciação de Wurm, em que o vale do Tejo era uma planície húmida e verdejante provavelmente algumas semelhanças ao clima actual. É de salientar os vestígios de Pinus e Nuphar Luteum. Triedo do Vale do Forno e Biface do Vale da Atela ** A zona do Vale do Forno já é conhecida desde os anos quarenta, mas só nos anos oitenta é que começaram os trabalhos arqueológicos na zona de Milharós. Na estação do Vale do Forno estão representadas a indústria "clacto-abbevilense", atribuída ao Acheulense Antigo, com bifaces pouco evoluídos e machados primitivos. Os materiais associados ao Acheulense Médio estão representados na camada 4, 5 e 6, pertencentes ao período interglaciar Mindel-Riss. Existem ainda utensílios considerados Micoquenses, atribuídos ao período final do Acheulense. Deste período há a destacar a presença de bifaces tipologicamente muito evoluídos, machados primitivos, mas tecnicamente bem executados. Destacam-se ainda a presença de utensílios sobre lasca (idênticos aos do Paleolítico Superior). Os locais arqueológicos de Alpiarça são de grande importância pois os artefactos foram não só encontrados à superfície, como também no local origina da deposição. Os artefactos com maior destaque são os bifaces (24) e os machados (13) em quartzite. Contudo foram também encontrados um pequeno biface em sílex, e outros artefactos como: raspadores, denticulados, entalhes todos sobre lasca, raspadores sobre seixo talhado núcleos e lascas. Na região de Alpiarça podemos destacar em relação a este período as seguintes estações arqueológicas: Vale do Forno, Barreiro do Tojal, Vale da Caqueira, Quinta do Outeiro, Vale da Atela, Barreira da Gouxa e Vale dos Extremos. Como provam as estações arqueológicas, a ocupação humana na região de Alpiarça data de há milhares de anos. Mas ainda não existem respostas para todas as perguntas, desta forma, seria muito útil e necessário fazer trabalhos de Arqueologia quer a nível da prospecção quer a nível da escavação. A história local e a preservação do património podem ser o ponto de partida para a realização na escola de trabalhos que visem sobretudo o estudo de questões relacionadas com a terra onde vivemos. Nesse sentido é de grande importância que se façam estudos na escola que estimulem o pelo património local, quer a nível arqueológico artístico, etnográfico histórico, museológico ou sobre outras áreas do património cultural. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . * Licenciado em História, Variante de Arqueologia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . :: Locais Arqueológicos :: Por: Eurico Henriques; Neli Martins; colab. Nuno Prates * O homem habita a região de Alpiarça há milhares de anos. Assim o comprovam as estações arqueológicas já identificadas. In "Cerâmica de Alpiarça - C.M. Alpiarça" São célebres as necrópoles de Alpiarça, tendo-se empreendido há poucos anos a escavações que contribuíram para um maior conhecimento das mesmas, embora a sua datação e o contexto cultural continue um problema em aberto e a merecer a continuidade de uma investigação cientificamente conduzida. A posterior ocupação romana é comprovada pelos vestígios encontrados que, não tendo a grandiosidade de outros existentes no país, testemunham a sua presença e a importância desta área. A riqueza dos solos e a necessidade do seu aproveitamento para a agricultura explicam, em parte, o desaparecimento de muitos vestígios materiais. o desconhecimento ou a falta de sensibilização para esta temática poderão ter igualmente contribuído. Deste modo pensamos que se facilitará um tomada de consciência para a salvaguarda e para uma mudança de atitudes para com os legados do passado, se for desenvolvido um trabalho de divulgação do património descoberto, acompanhado de medidas no sentido da sua preservação A escola pode ter um papel activo neste processo, ao sensibilizar e motivar os alunos para o estudo da história local e, desta forma, estimular o gosto pela protecção do património. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . :: ESTAÇÕES ARQUEOLÓGICAS :: Legendas: 1 - Nos altos terraços do Tejo - de 60-70 m, de 45-55 m - 650.000a.c. · Vale do Forno, Barreira do Tojal no Vale da Caqueira, Quinta do Outeiro, Vale da Atela, Barreira da Goucha: :: Instrumentos do período Abbvillense- Homo Erectus. 2 - Nos Terraços Médios do Tejo - de 20-40 m - 250.000a.c · Paul da Goucha, Vale da Atela, Vale dos Extremos, Vale do Forno, Vale da Caqueira: :: Instrumentos de Tayacense- Acheulense Médio-Homo Habilis. Nos Terraços Quaternários, de há 100.000 a.c., Instrumentos Mustirenses - Levalloisence - Languedocense- Homo Neanderthall. 3 - Necrópole do Tanchoal - Campo de urnas - Período do Bronze final, Período do Ferro e Romano. 4 - Necrópole do Meijão - Período do Ferro. 5 - Cabeço da Bruxinha - Periodo Romano 6 - Alto do Castelo - Pré Romano e Romano - Castro fortificado 7 - Cabeço da Bruxa - Períodos Neolítico, do Bronze, do Ferro e Romano. Os materiais recolhidos nestas estações e outras do concelho encontram-se depositadas nos Museus da Universidade do Porto, do Instituto Geográfico e Cadastral e na Casa-Museu dos Patudos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . * Eurico Henriques, Mestre em Ciências da Educação * Neli Martins, Licenciada em História * Nuno Prates, Licenciado em História, Variante de Arqueologia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . :: DO BRONZE FINAL À ÉPOCA ROMANA ::. Por: Nuno Prates * Após uma pequena descrição do Paleolítico na Região de Alpiarça, vamos agora conhecer melhor as outras estações arqueológicas. O Alto do Castelo, o Cabeço da Bruxinha, o Tanchoal, o Meijão e o Cabeço da Bruxa têm uma cronologia posterior ao Vale do Forno. O povoado do Alto do Castelo localiza-se numa elevação entre as necrópoles do Tanchoal e do Meijão, como não havia condições naturais de defesa foi construído uma muralha de terra batida antecedida por um fosso, que servia de defesa; o "muro" tem uma extensão que atinge os 1.150 metros e o "oppidum" (povoado fortificado) tem cerca de 30 hectares. Esta estação arqueológica é conhecida, desde o início do século, por Mendes Corrêa e na década de oitenta é estudada pelo Instituto Arqueológico Alemão. O Alto do Castelo possui uma cronologia anterior à época romana, por ter sido ocupado durante a Idade do Bronze Final ou Ferro. No entanto, não foi abandonado depois desta época pois sofreu também ocupação romana, visto que se encontram materiais à superfície do período romano. Este poderá ter sido um castro romanizado. Fortificação no Castro Romanizado Pensa-se que a fortificação é datada da época romana e foi construída em cerca de 140 a.C., quando as legiões de Décimo Júnior Bruto iam a caminho do Alentejo. Os materiais desta estação são entre outros: mós, fragmentos de ânfora, uma ânfora completa feita à roda, moedas romanas e fragmentos de cerâmica comum. O Cabeço da Bruxinha é um pequeno outeiro que, pela disposição em que está, parece ter sido separado do Alto do Castelo, por uma larga depressão. A separação poderá ter ocorrido por questões de defesa, ou até mesmo quando o Alto do Castelo era habitado. A ocupação do Cabeço da Bruxinha data, provavelmente, da Idade do Bronze Final ou Ferro, mas sofreu também ocupação romana. Os materiais que foram encontrados nesta estação arqueológica são da época romana, a saber: cerâmica comum e fragmentos de cerâmica de construção. Cabeço da Bruxinha Na região de Alpiarça também se conhecem necrópoles da Idade do Bronze Final: as estações do Tanchoal e do Meijão. O ritual funerário, utilizado nestas necrópoles, era a incineração. As cinzas daí resultantes eram colocadas em pequenas urnas cerâmicas e enterradas. É neste ritual que reside a diferença, sem antecedentes locais, este ritual poderá ser explicado como consequência de contributos de outros povos que vieram por via continental. Ambos os campos de urnas (necrópoles) apresentam materiais cerâmicos, na sua maioria de engobe cinzento escuro, com diversas formas. Estas urnas, encontradas nestas estações, deram origem à designação de "Cerâmica de Alpiarça" e também de "Cultura de Alpiarça", bastante conhecida no campo da Arqueologia. Estas duas estações arqueológicas situam-se próximo do Alto do Castelo. Do espólio encontrado nestas necrópoles, há a destacar no Tanchoal vários fragmentos de vasos de formas raras, várias urnas de tamanho médio e grande, um jarro feito à roda e um machado de gume curvo. No Meijão foram ainda encontrados vários tipos de urnas de fabrico manual, taças carenadas de fabrico manual e vários fragmentos de braceletes de bronze. Cabeço da Bruxa O Cabeço da Bruxa localiza-se na Quinta da Goucha, a cerca de 600 metros a Oeste da estrada nacional 118 de Alpiarça a Almeirim. Consiste numa elevação de areia de cerca de 6 metros sobre a planície de aluvião. Esta estação arqueológica já é conhecida desde a década de 30 e foi alvo de escavações arqueológicas feitas em 1979 pelo Instituto Arqueológico Alemão. O Cabeço da Bruxa durante o Calcolítico era um povoado. Existem materiais arqueológicos chamados ídolos-cornos e a cerâmica campaniforme, que provam esta ocupação. Durante o Bronze Médio, o Cabeço foi ocupado como necrópole onde foram encontradas, pelo Instituto Arqueológico Alemão, três urnas "in situ", com espólio associado. Durante a época romana, este local é ocupado como povoado. Os materiais arqueológicos encontrados no Cabeço da Bruxa têm várias cronologias. Foram encontrados alguns materiais da Pré-História, nomeadamente lâminas de sílex e machados líticos, ídolos de cornos, fragmentos de vasos campaniformes, urnas e braceletes de bronze. Da época romana vários fragmentos de cerâmica comum e fragmentos de uma lucerna do século I d. C., fragmentos de terra sigillata hispânica e terra sigilatta clara, foi também encontrada uma moeda de cobre hispano - cartaginesa, provavelmente datada do último quartel do século III a . C.. A estação localizada na Quinta da Goucha é uma das estações arqueológicas de Alpiarça, ocupada desde a Pré - História até à época romana. Segundo alguns autores, no termo de Alpiarça passava uma das vias romanas em direcção a Mérida, como prova desse facto são os vários marcos miliários encontrados, dedicados ao Imperador Trajano. * Licenciado em História, Variante de Arqueologia

O PALEOLÍTICO MÉDIO DO COMPLEXO PRÉ-HISTÓRICO DO ARNEIRO – SANTANA, NISA. DEZ ANOS DE INVESTIGAÇÃO

O PALEOLÍTICO MÉDIO DO COMPLEXO PRÉ-HISTÓRICO DO ARNEIRO – SANTANA,NISA. DEZ ANOS DE INVESTIGAÇÃO Artigo de Nelson A. C. Almeida Resumo Passados dez anos sobre a primeira prospecção na freguesia de Santana, Nisa, e as primeiras sondagens, chegou a a ltura de uma primeira síntese sobre as ocupações do Paleolítico Médio registadas nesta área. Nesse sentido são apresentados os resultados preliminares das escavações realizadas nos sítios Pegos do Tejo 2, Azinhal e Tapada do Montinho. Introdução Parte substancial da primeira investigação sistemática alguma vez realizada no Nordeste alentejano, ao qual se deu o nome de Pré-história antiga no Nordeste alentejano(PHANA) realizou-se na área das Portas de Ródão, no complexo do Arneiro, concelho de Nisa. Aqui, numa área de 3 km x 3 km, perto da aldeia de Monte do Arneiro, foram localizados quinze sítios, cerca de metade dos sítios localizados até à data no Nordeste alentejano.

sexta-feira, julho 19, 2013

NOS 40 ANOS DO INÍCIO DA DESCOBERTA DA ARTE RUPESTRE DO TEJO

Vale do Tejo – a Ventura da Arte Rupestre Depoimento de Francisco Sande Lemos Vale do Tejo – A ventura da Arte Rupestre Dedicado à memória de Jorge Pinho Monteiro, Eduardo da Cunha Serrão, João Rosa Viegas e Manuela Barthélemy González. Nota prévia: Em Dezembro do ano passado realizaram-se na Faculdade de Letras da Universidade Nova de Lisboa as provas de Doutoramento do arquitecto Mário Varela Gomes sob o título Arte Rupestre do Vale do Tejo. Um ciclo artístico-cultural Pré e Proto-Histórico. A dissertação formada por três volumes A3 é uma obra monumental com cerca de 1500 páginas, um marco na literatura científica portuguesa do século XXI embora recupere uma operação de salvamen to efectuada em novecentos, na década de 70. Mário Varela Gomes foi dos últimos a integrar a equipa operacional que registou as gravuras do Vale do Tejo, pelo que se pode afirmar que os últimos muitas vezes são os primeiros. Foi, na verdade, o autor do primeiro trabalho académico sobre a Arte http://www.altotejo.org/acafa/docsn4/Vale_do_Tejo_a_Ventura_da_Arte_Rupestre_F_Sande_Lemos.pdf

quinta-feira, julho 18, 2013

Achegas para a Carta Arqueológica de Tomar

Achegas para a Carta Arqueológica de Tomar Artigo de Salete da Ponte, 1995 http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/3836.pdf

Vias Romanas em Portugal

Vias Romanas em Portugal Introdução Este itinerário tenta fixar no mapa de Portugal os pontos de passagem das vias romanas, de modo a criar rotas de viagem. Para além da evidência arqueológica, existe uma cópia medieval do Itinerário de Antonino ou Itinerarium Antonini Augusti, originalmente escrito no séc. III, indicando as estações de paragem ao longo da via (Mansiones) e respectivas distâncias medidas em milhas. Nesta página são apresentadas propostas de traçado para os 11 itinerários respeitantes ao actual território nacional, bem como para os muitos outros itinerários da extensa rede viária romana que cobre a totalidade do território Português. Para a conversão da milha romana em quilómetros, convencionou-se que uma milha equivale a 1480 m. Os itinerários aqui descritos estão em constante evolução à medida que novos vestígios são descobertos e novos estudos publicados. Para uma introdução ao tema da viação romana, ver a página Informação. Para um histórico das alterações do site e dicas sobre os itinerários, ver a página Histórico. Para acompanhar a evolução do estudo sobre vias romanas ver antiga página de Notícias e o novo Blog Vias Romanas. http://viasromanas.planetaclix.pt/

Percursos propostos para a Pré-história do alto Ribatejo

Propostas de percursos pela Pré-história do Alto Ribatejo A. Ribeira da Atalaia e a mais antiga arquitectura do Vale do Tejo Os participantes são convidados a visitar a Ribeira da Atalaia e a compreender a sequência de camadas com vestígios de ocupação do Homem de Neandert al e de Homens modernos. Com o apoio de um monitor, aprendem a reconhecer os terraço s quaternários e as possíveis ocupações humanas pré-históricas, que lhes estão as sociadas. Destinatários: todos os visitantes, organizados em dois grupos: alunos do 1º e 2º ciclos; outros visitantes Nº de participantes: 5-20 Duração:180 minutos Custo: 2 €/ aluno Período de realização: aos sábados, excepto nos meses de Julho e Agosto, mediante marcação Local: CIAAR Marcação: com dois dias de antecedência, para o telefone do CIAAR B. Pego da Rainha: os primórdios da arte de pintar Excursão arqueológica ao complexo de abrigos com pintu ras rupestres de Mação. Esta actividade está articulada com uma introdução à prática de escalada. Pretende-se com esta combinação a fruição de um espaço nas suas dimensões a mbientais e culturais, bem como alertar as crianças para a segurança que se deve ter neste tipo de território. Destinatários: alunos do Ensino Superior e outros A dultos Nº de participantes: 5-10 Duração: 180 minutos Custo: 5 € por participante Período de realização: às quartas-feiras e aos sábados, excepto nos meses de Julho e Agosto, mediante marcação Local: Museu de Mação Marcação: com dois dias de antecedência, para o telefone do Museu de Arte Pré-Histórica C. Vale do Ocreza: vinte mil anos de arte Excursão arqueológica ao complexo de gravuras rupestres do Vale do Ocreza. Com alunos a partir do 2º ciclo do Ensino Básico, a excursão é articulada com uma introdução à leitura de cartas de terreno e as gravuras serão visitadas no âmbito de um exercício de orientação no terreno. Destinatários: todos os visitantes, organizados em 4 grupos: 1º ciclo do Ensino Básico; 2º e 3º ciclos do Ensino Básico; outros estudantes e adultos; idosos Nº de participantes: 5-30 (em grupos com menores de 1 2 anos de idade, cada 5 crianças deverão estar acompanhadas por um adulto) Duração: 240 minutos Custo: 2,5 € por participante Período de realização: às quintas-feiras e aos domin gos, mediante marcação prévia Local: Museu de Mação Marcação: com dois dias de antecedência, para o telefone do Museu de Arte Pré-Histórica D. Anta da Foz do Rio Frio e Ruínas romanas de Vale de Junco Numa visita a dois sítios monumentais da freguesia de Ortiga, em Mação, os visitantes são guiados através das características específicas de cada local, como pretexto para compreender as diferenças no tempo e na expressão cultural dos nossos antepassados. Destinatários: todos os visitantes, organizados em dois grupos: alunos do 1º e 2º ciclos; outros visitantes Nº de participantes: 5-30 Duração: 180 minutos Custo: 2 € por participante Período de realização: às terças-feiras e aos domingos, excepto nos meses de Julho e Agosto, mediante marcação Local: Museu de Mação Marcação: com dois dias de antecedência, para o telefone do Museu de Arte Pré-Histórica E. Geologia de Mação Excursão geológica no concelho de Mação com paragens em locais que registam fenómenos geológicos raros, que evidenciam icnofósseis e ainda uma pequena prospecção de fósseis. Destinatários: todos os visitantes Nº de participantes: 5-15 Duração: 180 minutos Custo: 1,5 € por participante Período de realização: aos domingos, mediante marcação prévia Local: Museu de Mação Marcação: com dois dias de antecedência, para o telefone do Museu de Arte Pré-Histórica F. Pedalar na Pré-história de Mação Excursão arqueológica que consiste num circuito de BTT percorrendo trilhos e campos que associam a visita aos Abrigos do Pego da Rainha e a o complexo de gravuras do Ocreza e a observação da fauna e flora. Destinatários: todos os visitantes que estejam em b oa forma fisíca, não é aconselhável a crianças com menos de dez anos Nº de participantes: 5-25 http://www.univeur.org/integratiosta/PasseiosnoParque.

Transição do enchimento terciário para o encaixe fluvial quaternário na área de Vila Velha de Ródão (sector NE da Bacia do Baixo Tejo)

Transição do enchimento terciário para o encaixe fluvial quaternário na área de Vila Velha de Ródão Artigo de P. Proença Cunha & A. A. Martins RESUMO Pala vra s cha ve: Geomorfologia; litostrarigra fia; terraços; neot ect émca; Quatern ário; Bacia do Baixo Tejo; Portugal central. Apresentam-se as características morfológicas c as unidades litostratignificas que documentam a transição da fase de enchimento terciário à fase de esvaziamento sedimentar da Bacia do Baixo Tej o, na área de Vila Velha de Ródão (Beira Baixa). Distinguem-se episódios morfodinâmicos que tiveram um importante controlo tectónico. Idênticos processos morfossedimentares principais podem ser identificados em outras áreas desta importante bacia hidrográfica. A partir da superficie culminante do ench imento terciário, caracterizam-se cinco fases de emburimento da rede hidrográfica. http://run.unl.pt/bitstream/10362/4706/1/CT_14_16.pdf

VILA DO ROSMANINHAL - IDANHA-A-NOVA

Vila do Rosmaninhal - ESTUDO DO PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO Este assunto encontra-se melhor descrito no trabalho “Carta Arqueológica do Tejo Internacional “João Caninas, Francisco Henrique e Mário Chambino". Apenas nos anos 70 e princípios dos anos 90 do século passado se registaram estudos do património arqueológico do território do Rosmaninhal, dotados de alguma continuidade e relevância, GEPA Grupo de Estudos e Pesquisas Arqueológicas do Rosmaninhal e GEPP Grupo para o Estudo do Paleolítico Português), anos 80 (NRIA Núcleo Regional de Investigação Arqueológica e Raquel Vilaça) embora possamos remontar ao início do século XX as primeiras referências ao património arqueológico desta região através dos trabalhos deTavares Proença Júnior. Em relação ao território do Rosmaninhal, Proença Júnior (1910), na sua “Archeologia do Districto de Castelo Branco”, assinala 3 antas (Tapada da Ordem ?), 1 estação Romana e 3 machados de pedra. Ainda nesta freguesia indica a existência de 1 túmulo (mamoa) e o achado de 4 machados de pedra junto à povoação dos Alares. São conhecidas referências às potencialidades auríferas das areias dos rios que delimitam a região e ainda às “galerias e poços para decantação” existentes nos sítios do Cabeço Mouro, Couto, Minas, Santa Marina, Algarve, Fonte Santa e Cubeira (Samuel Schwars). Encontra-se estudada em várias obras da especialidade a ara oriunda da Tapada da Ordem exposta desde 1929 em Castelo Branco no Museu Francisco Tavares, dedicada a Arantio Tanginiciaeco (Encarnação 1975, Garcia 1984). Entre 1977 e 1979 o GEPA através de alguns dos seus elementos (Mário, Acácio, Torres e Victor Camisão) levou avante um excelente trabalho de inventariação. Em termos públicos restam deste trabalho algumas pequenas notícias publicadas em jornais regionais (Chambino 1977 e GEPA 1979). Algum espólio foi também recolhido durante aquelas campanhas. Este património encontra-se hoje igualmente disperso. É pois urgente reunir, tratar e estudar este diversificado espólio de artefactos e monumentos móveis como por exemplo a inscrição votiva dedicada aos Deuses Manes, descoberta pelos elementos do GEPA e gentilmente cedida pela proprietária do terreno onde se encontrava, Sra. D. Estela. Neste trabalho não vamos pois fazer um estudo exaustivo de todo o património arqueológico conhecido do Rosmaninhal mas sim apenas deixar um registo localizado de todos os locais conhecidos. Isto porque esse trabalho já está feito e publicado na Carta Arqueológica do Tejo Internacional elaborada pela Associação de Estudos do Alto Tejo da qual nos socorremos para a realização destes registos. Além do muito material solto recolhido, desde machados de pedra polida, mós manuais, cerâmica, etc. existe também na posse da Associação de Estudos do Alto Tejo um grande e belíssimo espólio recolhido em escavações realizadas em algumas Antas da região. Este material encontra-se na maioria publicado pela Associação e dele não vamos falar. PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO São muitos os dados arqueológicos conhecidos por toda esta zona raiana. Através deles somos transportados para muitos anos atrás. Desde há muitos séculos que toda esta zona, a par de toda a península, é revoltada por gente que confrontadas com outras civilizações foram adquirindo etnia própria. Ao longo do grande período da evolução humana esta área foi palco pisado por muitas gentes. Desde os naturais, passando por Povos Bárbaros vindos do Norte da Península e do resto da Europa, pelos Romanos responsáveis pela maior parte da nossa cultura, pelos Visigodos que se instalaram e desenvolveram grande actividade nesta zona Raiana e pelos Árabes que durante tantos anos adiaram a formação da nossa Nacionalidade. Todos estes povos e civilizações contribuíram para a formação do povo que somos. A zona da freguesia do Rosmaninhal é privilegiada de caça, pesca, terrenos planos com boas pastagens, contém portanto bons factores para a sedentarização. A freguesia está situada entre três rios (Tejo, Erges e Aravil). É uma zona de terrenos levemente ondulados apenas recortados, como já escrevemos anteriormente, na fase terminal dos ribeiros, Erges e Aravil e na margem do rio Tejo. Apresenta algumas elevações com cotas que variam entre os 350 e os 410 Mts. Locais estes onde aparecem vestígios de habitat humanos que remontam ao Neolítico. ÉPOCA PRÉ-HISTÓRICA Os Dólmens são monumentos funerários que serviam para enterramentos individuais ou colectivos, seguindo todo um ritual de enterramento. Muitas vezes junto dos restos dos indivíduos ali depositados encontram-se todo um conjunto de bens que ajudaria, segundo a crença, a suportar melhor a vida que iriam encontrar depois da morte. Os materiais encontrados são normalmente restos de utensílios de cerâmica, pontas de setas e lâminas em sílex e machados de pedra polida. Os materiais empregados na construção dos dólmens são, na sua maioria, grandes lajes de xisto e de grauvaque e um ou outro bloco de quartzo. Empregando-se, na sua cobertura (mamoa), terra e grande quantidade de quartzo leitoso. Quanto à forma, aparecem pequenos dólmens de planta poligonal com e sem corredor, como é o caso dos dois monumentos da Nave de Azinha. São conhecidos ainda dois Dólmens de maiores dimensões, na Tapada da Ordem. A maior parte encontram-se violados mas conservam a mamoa. Todos os dólmens conhecidos na área do Rosmaninhal não apresentam qualquer forma de tampa. Os construtores destes monumentos habitaram alguns locais onde foram encontrados vários vestígios e artefactos diversos (em especial pequenos moinhos manuais e alguma cerâmica. Estes sítios poderiam ter servido como forma temporária de habitat, como é o caso do Couto da Espanhola, Tapada da Ordem e junto do marco geodésico Capitão na crista da Serra do Rosmaninhal. Deste mesmo período é também conhecido, no Couto da Espanhola, um cromeleque. Nesta mesma área e certamente fazendo parte deste mesmo espaço mágico-sagrado aparecem grande quantidade de covinhas (fossetes) em blocos soltos ou em afloramentos ao ar livre (blocos xisto-grauváquicos). A gravação é quase sempre feita na parte plana horizontal. Estes painéis, estão gravados exclusivamente com covinhas de vários diâmetros. Aparecem na região vários esteios de monumentos megalíticos decorados com covinhas. Este tipo de manifestação humana é ainda muito enigmático. Na freguesia do Rosmaninhal aparecem no Cabeço Mouro, Santa Marina, Santa Madalena, Couto da Espanhola e Cabeço Alto. No entanto aparecem painéis idênticos em Malpica, Monforte, Fratel, Vilas Ruivas, Monsanto, Lardosa, Etc. Outro elemento é o facto de muitos destes painéis aparecerem junto de actuais templos religiosos. Na área dos Alares e junto de uma anta existem gravações em afloramentos de grauvaque. Na zona do Cabeço Mouro aparecem vários blocos, que na actualidade servem de marcos de divisória de propriedades, que provavelmente constituiriam esteios de uma anta que foi destruída ou fariam parte de algum hipotético cromeleque. Estes monólitos apresentam várias gravações. São vulgarmente encontrados utensílios de pedra polida (machados e enxós) por toda a região ao que os naturais chamam de pedras de raio ou pestes por pensarem cair com os raios das trovoadas. Na área do Couto da Espanhola, fazendo parte integrante do cromeleque, existe ainda um pequeno menir e na área do Zebros foi ainda encontrado um fragmento de um outro com forma antropomófica e com decoração. ÉPOCA PROTO-HISTÓRICA É sempre difícil datar ou classificar tacitamente vestígios arqueológicos, no entanto alguns vestígios quer pela sua associação a outros conhecidos quer pela localização no terreno quer ainda pelas formas apresentadas poderão de forma mais ou menos exacta atribuir-se-lhe uma determinada cronologia e tipologia. Existem dois povoados, um situado nos contrafortes da Zebreira e de Segura junto à ribeira da Enchacana chamado Cabeço do Mouro e outro junto ao rio Tejo no local denominado Grelheira (Nave da Azinha) que pela sua localização no terreno (locais de difícil acesso e resguardado com troços amuralhados) e pelos artefactos ai encontrados (cerâmica e moinhos manuais - dormentes e moventes) se desenvolveram em épocas proto-históricas. http://rosmaninhal.no.sapo.pt/ARQUEOLOGIA.htm#%C3%89POCA_PR%C3%89-HIST%C3%93RICA

Terraços do rio Tejo em Portugal, sua importância na interpretação da evolução da paisagem e da ocupação humana

Terraços do rio Tejo em Portugal, sua importância na interpretação da evolução da paisagem e da ocupação humana Artigo de António A. Martins Pedro P. Cunha Resumo: As principais características das escadarias de terraço no Baixo Tejo e a relevância dos materiais arqueológicos associados são aqui sumariadas e discutidas. Considera-se que os mais importantes avanços no presente estado de conhecimentos resultaram da caracterização geomorfológica e sedimentológica, bem como de sistemáticas datações por luminescência em feldspato potássico,uma vez que as elevadas doses de radiação nestes sedimentos geralmente impediram a obtenção de idades precisas, TL ou de OSL em quartzo, nos sedimento areno-lutíticos dos terraços. Num sítio arqueológico, a integração de geomorfologia, litostratigrafia, sedimentologia, datação absoluta e arqueologia é necessária para a obtenção de uma sólida geo-arqueologia que permita elaborar credíveis reconstituições das paisagens do Plistocénico e uma pormenorizada caracterização das coevas ocupações humanas primitivas. Palavras-chave: terraços, geomorfologia, litostratigrafia, datação OSL, arqueologia, Paleolítico, rio Tejo, Plistocénico. Introdução As escadarias de terraços fluviais registam alternâncias de períodos com escavamento, alargamento do vale e eventual agradação sedimentar;por isso, nas áreas continentais constituem importantes arquivos da evolução sedimentar, climática, tectónica e eustática. Acresce ainda que no seio dos depósitos dos terraços mais baixos (e mais recentes) têm sido encontrados abundantes registos da ocupação humana pré-histórica. A ocorrência de materiais arqueológicos em horizontes estratigráficos permite uma melhor datação do que os contextos de superfície. A superfície de um terraço fluvial representa um momento da evolução do rio em que este atingiu equilíbrio dinâmico, apresentando um perfil regularizado e promovendo o alargamento do vale. Para que tal aconteça é necessária estabilidade do nível de base geral (nível do mar para os rios exorreicos), manutenção das condições climáticas e uma actividade tectónica moderada e constante soerguimento regional. Um terraço pode ser constituído por um patamar rochoso(strath)ou de acumulação; no segundo caso apresenta uma cobertura de aluviões. Um terraço de acumulação indica que a energia fluvial era inferior à necessária para o transporte da totalidade da carga de fundo e, portanto, o rio estaria em desequilíbrio no sentido da agradação. A manutenção das condições de equilíbrio dinâmico em drenagens exorreicas está na base da correlação dos terraços fluviais com os marinhos das áreas litorais. https://estudogeral.sib.uc.pt/bitstream/10316/15161/1/2009Martins&unha_ArquVTejo163-175.pdf

Arquitectura, espólio e rituais de dois monumentos megalíticos da Beira Interior: estudo comparado

Arquitectura, espólio e rituais de dois monumentos megalíticos da Beira Interior Artigo de JOÃO LUÍS CARDOSO, JOÃO CARLOS CANINAS, FRANCISCO HENRIQUES RESUMO Apresenta-se estudo comparado de dois monumentos megalíticos situados no Couto da Espanhola, na área do Tejo internacional. Tratam-se de estruturas distintas do ponto de vista arquitectónico e artefactual. Ambas evidenciam reutilizações, chegando num dos casos até à Idade do Bronze. As pesquisas realizadas pela Associação de Estudos do Alto Tejo, desde 1980, conduziram à identificação nesta região de um importante complexo megalítico, constituído por cerca de 80 sepulturas, menires, recintos e rochas gravadas com covinhas, que constituirá futuro objecto de estudo. http://www.igespar.pt/media/uploads/trabalhosdearqueologia/16/10.pdf

Metalurgia do Bronze Final no entre Douro e Tejo português: contextos de produção, uso e deposição

Metalurgia do Bronze Final Artigo de RAQUEL VILAÇA Instituto de Arqueologia. Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Portugal. E-mail: rvilaca@ci.uc.pt ACTAS DEL CONGRESO:ÁMBITOS TECNOLÓGICOS, ÁMBITOS DE PODER. LA TRANSICIÓN BRONCE FINAL-HIERRO EN LA PENÍNSULA IBÉRICA (Madrid, 18 Marzo de 2004) Dirección Científica: Alicia Perea. 1.Introdução Tendo em conta a temática deste Seminário, procurei reunir elementos resultantes dos meus próprios trabalhos, publicados e inéditos, bem como outras novidades portuguesas, mas tive igualmente em linha de conta informação mais antiga que merece ser recuperada e valorizada. O quadro cronológico estava, à partida definido. Nesse âmbito, vários assuntos podiam ser abordados e, cada qual, de diversas maneiras. A metalurgia era um tema incontornável. E, quando falamos do metal no Bronze Final, falamos essencialmente do bronze. Mas, para além dessa metalurgia, no espaço geográfico que escolhi, entre Douro e Tejo, perfeitamente aleatório, também encontramos registos de ouro e de ferro. Por razões óbvias, o seu número é muitíssimo reduzido. Ainda assim, não tanto quanto se poderia pensar. Em relação ao ouro, entre peças, conservadas e perdidas, ou meras notícias de achados, eu própria fiquei surpreendida com o número de registos reportáveis à região em análise. Quanto ao ferro, considero que um dos principais resultados da investigação dos últimos anos nas Beiras foi a possibilidade de comprovar, em termos estratigráficos, e com datas de Carbono 14, a presença de artefactos de ferro em contextos do Bronze Final. Estas três categorias articulam-se, directa ou indirectamente, com o que considero ser o aspecto mais emblemático da época e região: os sítios habitados ou povoados, que representam, com efeito, uma ruptura em termos de estratégia de povoamento. Não sendo possível falar em ermamento da região no período anterior (Bronze Antigo e Médio), sem dúvida que se verificou nos últimos séculos do II milénio a. C. uma reconversão no modo e na forma de intervenção e de percepção do homem no espaço. http://humanidades.cchs.csic.es/ih/paginas/arqueometalurgia/Descargas/sem04/s04_vil.pdf

Castro de Vila Nova de São Pedro (Azambuja)

Castro de Vila Nova de São Pedro - Azambuja) Classificado como monumento nacional desde 1971, este povoado do calcolítico estremenho, ou do final do neolítico, data 3500ac, denuncia o mais antigo testemunho da presença humana no Concelho de Azambuja. Dotado de excelente situação estratégica, que lhe garantia condições de defesa, domina o vale de Almoster, através do qual comunicava com o Tejo, principal via de comunicação para os habitantes do Castro. Apresenta um recinto principal e duas linhas defensivas, de onde foram recolhidos inúmeros achados arqueológicos que permitiram a reconstituição de aspectos da vida material e espiritual dos ocupantes desta fortificação. http://www.cm-azambuja.pt/conhecer-azambuja/conhecer-o-patrimonio/sitio-arqueologico.html

Exposição Permanente Arqueologia de Ródão Publicado em Jul 3, 2012

Museu de Arqueologia de Ródão O Tejo, os terraços fluviais que o marginam, as charnecas detríticas, tudo isto assente sobre um soco antigo em xistos e grauvaques, cortados por imponente crista quartzítica que forma as chamadas “Portas de Ródão” – eis aqui a singularidade que fez da região de Ródão um território de eleição, habitado desde a mais remota Pré-história. É, pois, uma história antiga, telúrica e consistente, que temos para oferecer. Uma história feita de cruzianas e troncos fósseis, bifaces e raspadores, machados polidos e vasos de cerâmica, gravuras rupestres e epígrafes, mós e telhas, balas de canhão e gravuras reminiscentes das Invasões Francesas…. Possa a evocação da memória da terra rodanense, que nesta sala fazemos, servir de ponto de partida para um mais profundo conhecimento das nossas paisagens e das nossas gentes – que aí estão à vossa espera. De Ródão guardamos a memória do diálogo com um passado que só encontra equivalente na majestade da paisagem que o encerra. Das casas do Salgueiral, às cristas que constituem a Serra; dos terraços e conheiras que o Tejo prodigamente distribuiu, ao rendilhado de oliveiras que mão humana pacientemente semeou; do sentir vivo de homens e animais, à conservação surda da sua imagem nos milhares de motivos artísticos que flanqueiam as margens do “grande rio”… tudo em Ródão nos faz esquecer as fronteiras entre passado e presente, Homem e Natureza, próximo e distante. http://tejo-rupestre.com/?page_id=156 Luís Raposo (arqueólogo)

Carta Arqueológica de Vila Velha de Ródão - uma lei tura actualizada dos dados da Pré-História Recente

Carta Arqueológica de Vila Velha de Ródão Artigo de Francisco Henriques, João Caninas, Mário Chambino Associação de Estudos do Alto Tejo (AEAT) 1ª Reunión de Estudíos sobre la Prehistoria Reciente en el Tajo Internacional Marcadores Gráficos y Constructores de Megalitos en el Tajo Internacional Santiago de Alcántara, Cáceres, 1, 2 y 3 de Marzo de 2007 Resumo O concelho de Vila Velha de Ródão dispõe de cinco documentos com as características de inventário arqueológico. Nesta comunicação faz-se uma apresentação preliminar dos resultados do mais recente inventário, cujo Relatório Final está em preparação. O primeiro data de 1910, é da responsabilidade de Francisco Tavares de Proença Júnior e integra um inventário de âmbito distrital, a Archeologia do Districto de Castello Branco. O segundo, de 1980, é da responsabilidade de Francisco Henriques e João Canina s (Contribuição para a Carta Arqueológica dos Concelhos de Vila Velha de Ródão e Nisa). O terceiro c ontributo, de 1986, é uma continuação do documento anterior, abrange a mesma área geográfica e é da respons abilidade dos mesmos autores. A quarta contribuição, de 1993, inédita, também da responsabi lidade de Francisco Henriques e João Caninas, funde os dois documentos anteriores num único, e foi elabora do para a Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão, aquando da elaboração do primeiro Plano Director Muni cipal (PDM). O trabalho de campo para a quinta contribuição, elaborada novamente a pedido da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão no âmbito da revisão do PDM, ocorreu entre 2004 e 2006. Contém 420 registos de sítios e monumentos com interesse arqueológico (acréscimo de 78% relativamente à contribuição de 1993). Identifica 120 arqueossítios atribuíveis à Pré-história Recente,cerca de 29% da totalidade dos registos deste inventário actualizado, distribuídos tipologicamente do seguinte modo: - 24 manchas de ocupação (20%); - 23 sítios com arte rupestre (19%); - 45 sepulturas megalíticas, antas, mamoas e tumuli(37%); - 26 achados isolados (21%) com destaque para os instrumentos de pedra polida; - 3 outros ou indeterminados (3%). As manchas de ocupação estão implantadas a curta distância do rio Tejo sobre plataformas detríticas e terraços com ocupação dispersa por vários hectares e frequentemente associadas aos maiores núcleos de arte rupestre do Tejo. Este modelo de ocupação tem equivalência na outra margem do Rio Tejo (concelho de Nisa) e a vários quilómetros a montante (concelho de Idanha-a-Nova). Dos sítios com arte rupestre destaca-se o complexo de Arte Rupestre do Tejo, sobejamente conhecido. Os outros sítios com gravuras rupestres, fora daquele contexto, correspondem quase exclusivamente a rochas gravadas com covinhas. As sepulturas (megalítica e não megalíticas) distribuem-se por todo o concelho, ocorrendo em terraços e plataformas detríticas, em relevos xisto-grauváquicos e até numa planície aluvial. Estão ausentes sobre cristas quartzíticas embora ocorram nos depósitos de vertente daquele tipo de relevos. A forte correlação espacial entre sepulturas, rochas gravadas e sítios de habitat (manchas de ocupação) emerge como um dado relevante para investigação. http://www.altotejo.org/UserFiles/File/Estudos_e_Publicacoes_arqueo/Carta_Arqueologicade_Rodao.pdf

ARTE RUPESTRE AFOGADA NO TEJO

ARTE RUPESTRE AFOGADA NO TEJO Artigo de Ângela Caires Uma mensagem de 40 quilómetros,escrita nas margens do Tejo por homens que viveram há 8.000 anos ficará em breve submersa pela águas de uma nova barragem hidroeléctrica. http://www.altotejo.org/acafa/docsn4/arte_rupestre_afogada_no_tejo.pdf

Duas Cabanas Circulares da Idade do Bronze do Monte de São Domingos (Malpica do Tejo, Castelo Branco)

Duas Cabanas Circulares da Idade do Bronze do Monte de São Domingos (Malpica do Tejo, Castelo Branco) Artigo de João Luís CARDOSO, João Carlos CANINAS e Francisco HENRIQUES A área de Malpica do Tejo, situada na parte sudeste do distrito de Castelo Branco, entre o rio Tejo, o rio Ponsul e a ribeira do Aravil, é conhecida, do ponto de vista arqueológico, principalmente pelos inúmeros achados de artefactos metálicos atribuíveis à Idade do Bronze. Estes achados foram integrados num recente estudo de conjunto sobre o BronzeFinal da Beira Interior (VILAÇA 1995). Por outro lado, esta área tem vindo a ser prospetada sistematicamente, desde 1988, pela Associação de Estudos do Alto Tejo. Estes trabalhos integram-se, desde 1993, no projecto de investigação, então submetido ao Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico, “Ocupação Pré-Histórica do Alto Tejo Português” no âmbito do qual se executou a escavação arqueológica a que respeita este texto. Os resultados obtidos deram origem a um primeiro esboço de carta arqueológica já publicado (HENRIQUES, CANINAS & CHAMBINO 1995a). De entre as descobertas realizadas destacavam-se duas estruturas circulares evidenciadas à superfície por pequenas lajes de xisto dispostas de cutelo. Estas estruturas, identificadas por dois dos signatários (FH e JCC), foram então, provisoriamente, correlacionadas com o megalitismo. A sua localização apresenta-se na Fig. 1. http://www.altotejo.org/userfiles/file/estudos_e_publicacoes_arqueo/cabanas_da_idadedobronze.pdf

ROCHAS COM COVINHAS NA REGIÃO DO ALTO TEJO PORTUGUÊS

Rochas com covinhas na região do Alto Tejo Português Artigo de Francisco Henriques, João Carlos Caninas e Mário Ch ambino 2 Resumo: A Associação de Estudos do Alto Tejo / Núcleo Regional de Investigação Arqueológica(NRIA) identificou nos últimos anos, nos concelhos de Vila Velha de Ródão, Castelo Branco e Idanha-a-Nova, diversos conjuntos de rochas com covinhas. Neste texto, procura-se salientar a relevância destas gravações na região arqueológica considerada e a sua possível associação a espaços sagrados pré-históricos. Faz-se uma leitura da distribuição espacial destas rochas gravadas, e de outros vestígios da humanização antiga e moderna, e chama-se a atenção para a convergência espacial entre rochas com covinhas e templos modernos. Coloca-se a hipótese de esta convergência indiciar um uso milenar dos respectivos espaços como locais sagrados e, portanto, a continuidade do povoamento da Pré-História até à actualidade. Palavras-chave: rochas com covinhas, espaços sagrados, continuidade http://www.altotejo.org/UserFiles/File/Estudos_e_Publicacoes_arqueo/Rochas_com_covinhas_no_Alto_Tejo.pdf">

Oppidium de Aritium Vetus - Alvega (Abrantes)

Oppidium de Antium Vetus - Alvega Inclui várias referências a vestígios romanos na região de Abrantes. http://www.portugalromano.com/2011/11/aritium-vetus-alvega-abrantes/

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Geomorfologia e ocupação pré-histórica no baixo curso do rio Sor

Geomorfologia e ocupação pré-histórica no baixo curso do rio Sor: primeiras observações geoarqueológicas R E S U M O Apresenta-se aqui uma primeira abordagem para a compreensão das relações entre morfogénese quaternária e assentamento pré-histórico a nível regional e em contextos controlados principalmente por processos aluviais de idade plistocénica e holocénica. O estudo de caso analisado corresponde ao baixo curso do rio Sor, no trecho entre a barragem de Montargil e a confluência com o Raia, e apresenta um relevo relativamente suave, afeiçoado em sedimentos terciários e em
afloramentos isolados do Maciço Hespérico. A característica mais vincada da fisiografia regional é o sistema de terraços aluviais escalonados, que revestem as encostas do vale do Sor e que constituem pontos de assentamento preferencial para sítios pré-históricos, como as estações neolíticas de Bernardo 1 e Alminho 1, aqui examinadas. Apresentam-se os dados geoarqueológicos relativos a estes sítios e ao seu território, discutindo, a partir deles, as questões referentes à evolução quaternária da paisagem, às inter-relações entre relevo e sistema de assentamento pré-histórico e aos processos formativos dos sítios arqueológicos de baixa profundidade.

Contribuição para o estudo do Paleolítico Inferior no Vale do Forno - Alpiarça

Contribuição para o estudo do Paleolítico Inferior no Vale do Forno - Alpiarça, no seu contexto crono-estratigráfico.

Dissertação de Mestrado em Pré-história e Arqueologia, orientada pelo Professor João Pedro Cunha-Ribeiro e apresentada na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 2002.