quinta-feira, julho 18, 2013

Achegas para a Carta Arqueológica de Tomar

Achegas para a Carta Arqueológica de Tomar Artigo de Salete da Ponte, 1995 http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/3836.pdf

Vias Romanas em Portugal

Vias Romanas em Portugal Introdução Este itinerário tenta fixar no mapa de Portugal os pontos de passagem das vias romanas, de modo a criar rotas de viagem. Para além da evidência arqueológica, existe uma cópia medieval do Itinerário de Antonino ou Itinerarium Antonini Augusti, originalmente escrito no séc. III, indicando as estações de paragem ao longo da via (Mansiones) e respectivas distâncias medidas em milhas. Nesta página são apresentadas propostas de traçado para os 11 itinerários respeitantes ao actual território nacional, bem como para os muitos outros itinerários da extensa rede viária romana que cobre a totalidade do território Português. Para a conversão da milha romana em quilómetros, convencionou-se que uma milha equivale a 1480 m. Os itinerários aqui descritos estão em constante evolução à medida que novos vestígios são descobertos e novos estudos publicados. Para uma introdução ao tema da viação romana, ver a página Informação. Para um histórico das alterações do site e dicas sobre os itinerários, ver a página Histórico. Para acompanhar a evolução do estudo sobre vias romanas ver antiga página de Notícias e o novo Blog Vias Romanas. http://viasromanas.planetaclix.pt/

Percursos propostos para a Pré-história do alto Ribatejo

Propostas de percursos pela Pré-história do Alto Ribatejo A. Ribeira da Atalaia e a mais antiga arquitectura do Vale do Tejo Os participantes são convidados a visitar a Ribeira da Atalaia e a compreender a sequência de camadas com vestígios de ocupação do Homem de Neandert al e de Homens modernos. Com o apoio de um monitor, aprendem a reconhecer os terraço s quaternários e as possíveis ocupações humanas pré-históricas, que lhes estão as sociadas. Destinatários: todos os visitantes, organizados em dois grupos: alunos do 1º e 2º ciclos; outros visitantes Nº de participantes: 5-20 Duração:180 minutos Custo: 2 €/ aluno Período de realização: aos sábados, excepto nos meses de Julho e Agosto, mediante marcação Local: CIAAR Marcação: com dois dias de antecedência, para o telefone do CIAAR B. Pego da Rainha: os primórdios da arte de pintar Excursão arqueológica ao complexo de abrigos com pintu ras rupestres de Mação. Esta actividade está articulada com uma introdução à prática de escalada. Pretende-se com esta combinação a fruição de um espaço nas suas dimensões a mbientais e culturais, bem como alertar as crianças para a segurança que se deve ter neste tipo de território. Destinatários: alunos do Ensino Superior e outros A dultos Nº de participantes: 5-10 Duração: 180 minutos Custo: 5 € por participante Período de realização: às quartas-feiras e aos sábados, excepto nos meses de Julho e Agosto, mediante marcação Local: Museu de Mação Marcação: com dois dias de antecedência, para o telefone do Museu de Arte Pré-Histórica C. Vale do Ocreza: vinte mil anos de arte Excursão arqueológica ao complexo de gravuras rupestres do Vale do Ocreza. Com alunos a partir do 2º ciclo do Ensino Básico, a excursão é articulada com uma introdução à leitura de cartas de terreno e as gravuras serão visitadas no âmbito de um exercício de orientação no terreno. Destinatários: todos os visitantes, organizados em 4 grupos: 1º ciclo do Ensino Básico; 2º e 3º ciclos do Ensino Básico; outros estudantes e adultos; idosos Nº de participantes: 5-30 (em grupos com menores de 1 2 anos de idade, cada 5 crianças deverão estar acompanhadas por um adulto) Duração: 240 minutos Custo: 2,5 € por participante Período de realização: às quintas-feiras e aos domin gos, mediante marcação prévia Local: Museu de Mação Marcação: com dois dias de antecedência, para o telefone do Museu de Arte Pré-Histórica D. Anta da Foz do Rio Frio e Ruínas romanas de Vale de Junco Numa visita a dois sítios monumentais da freguesia de Ortiga, em Mação, os visitantes são guiados através das características específicas de cada local, como pretexto para compreender as diferenças no tempo e na expressão cultural dos nossos antepassados. Destinatários: todos os visitantes, organizados em dois grupos: alunos do 1º e 2º ciclos; outros visitantes Nº de participantes: 5-30 Duração: 180 minutos Custo: 2 € por participante Período de realização: às terças-feiras e aos domingos, excepto nos meses de Julho e Agosto, mediante marcação Local: Museu de Mação Marcação: com dois dias de antecedência, para o telefone do Museu de Arte Pré-Histórica E. Geologia de Mação Excursão geológica no concelho de Mação com paragens em locais que registam fenómenos geológicos raros, que evidenciam icnofósseis e ainda uma pequena prospecção de fósseis. Destinatários: todos os visitantes Nº de participantes: 5-15 Duração: 180 minutos Custo: 1,5 € por participante Período de realização: aos domingos, mediante marcação prévia Local: Museu de Mação Marcação: com dois dias de antecedência, para o telefone do Museu de Arte Pré-Histórica F. Pedalar na Pré-história de Mação Excursão arqueológica que consiste num circuito de BTT percorrendo trilhos e campos que associam a visita aos Abrigos do Pego da Rainha e a o complexo de gravuras do Ocreza e a observação da fauna e flora. Destinatários: todos os visitantes que estejam em b oa forma fisíca, não é aconselhável a crianças com menos de dez anos Nº de participantes: 5-25 http://www.univeur.org/integratiosta/PasseiosnoParque.

Transição do enchimento terciário para o encaixe fluvial quaternário na área de Vila Velha de Ródão (sector NE da Bacia do Baixo Tejo)

Transição do enchimento terciário para o encaixe fluvial quaternário na área de Vila Velha de Ródão Artigo de P. Proença Cunha & A. A. Martins RESUMO Pala vra s cha ve: Geomorfologia; litostrarigra fia; terraços; neot ect émca; Quatern ário; Bacia do Baixo Tejo; Portugal central. Apresentam-se as características morfológicas c as unidades litostratignificas que documentam a transição da fase de enchimento terciário à fase de esvaziamento sedimentar da Bacia do Baixo Tej o, na área de Vila Velha de Ródão (Beira Baixa). Distinguem-se episódios morfodinâmicos que tiveram um importante controlo tectónico. Idênticos processos morfossedimentares principais podem ser identificados em outras áreas desta importante bacia hidrográfica. A partir da superficie culminante do ench imento terciário, caracterizam-se cinco fases de emburimento da rede hidrográfica. http://run.unl.pt/bitstream/10362/4706/1/CT_14_16.pdf

VILA DO ROSMANINHAL - IDANHA-A-NOVA

Vila do Rosmaninhal - ESTUDO DO PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO Este assunto encontra-se melhor descrito no trabalho “Carta Arqueológica do Tejo Internacional “João Caninas, Francisco Henrique e Mário Chambino". Apenas nos anos 70 e princípios dos anos 90 do século passado se registaram estudos do património arqueológico do território do Rosmaninhal, dotados de alguma continuidade e relevância, GEPA Grupo de Estudos e Pesquisas Arqueológicas do Rosmaninhal e GEPP Grupo para o Estudo do Paleolítico Português), anos 80 (NRIA Núcleo Regional de Investigação Arqueológica e Raquel Vilaça) embora possamos remontar ao início do século XX as primeiras referências ao património arqueológico desta região através dos trabalhos deTavares Proença Júnior. Em relação ao território do Rosmaninhal, Proença Júnior (1910), na sua “Archeologia do Districto de Castelo Branco”, assinala 3 antas (Tapada da Ordem ?), 1 estação Romana e 3 machados de pedra. Ainda nesta freguesia indica a existência de 1 túmulo (mamoa) e o achado de 4 machados de pedra junto à povoação dos Alares. São conhecidas referências às potencialidades auríferas das areias dos rios que delimitam a região e ainda às “galerias e poços para decantação” existentes nos sítios do Cabeço Mouro, Couto, Minas, Santa Marina, Algarve, Fonte Santa e Cubeira (Samuel Schwars). Encontra-se estudada em várias obras da especialidade a ara oriunda da Tapada da Ordem exposta desde 1929 em Castelo Branco no Museu Francisco Tavares, dedicada a Arantio Tanginiciaeco (Encarnação 1975, Garcia 1984). Entre 1977 e 1979 o GEPA através de alguns dos seus elementos (Mário, Acácio, Torres e Victor Camisão) levou avante um excelente trabalho de inventariação. Em termos públicos restam deste trabalho algumas pequenas notícias publicadas em jornais regionais (Chambino 1977 e GEPA 1979). Algum espólio foi também recolhido durante aquelas campanhas. Este património encontra-se hoje igualmente disperso. É pois urgente reunir, tratar e estudar este diversificado espólio de artefactos e monumentos móveis como por exemplo a inscrição votiva dedicada aos Deuses Manes, descoberta pelos elementos do GEPA e gentilmente cedida pela proprietária do terreno onde se encontrava, Sra. D. Estela. Neste trabalho não vamos pois fazer um estudo exaustivo de todo o património arqueológico conhecido do Rosmaninhal mas sim apenas deixar um registo localizado de todos os locais conhecidos. Isto porque esse trabalho já está feito e publicado na Carta Arqueológica do Tejo Internacional elaborada pela Associação de Estudos do Alto Tejo da qual nos socorremos para a realização destes registos. Além do muito material solto recolhido, desde machados de pedra polida, mós manuais, cerâmica, etc. existe também na posse da Associação de Estudos do Alto Tejo um grande e belíssimo espólio recolhido em escavações realizadas em algumas Antas da região. Este material encontra-se na maioria publicado pela Associação e dele não vamos falar. PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO São muitos os dados arqueológicos conhecidos por toda esta zona raiana. Através deles somos transportados para muitos anos atrás. Desde há muitos séculos que toda esta zona, a par de toda a península, é revoltada por gente que confrontadas com outras civilizações foram adquirindo etnia própria. Ao longo do grande período da evolução humana esta área foi palco pisado por muitas gentes. Desde os naturais, passando por Povos Bárbaros vindos do Norte da Península e do resto da Europa, pelos Romanos responsáveis pela maior parte da nossa cultura, pelos Visigodos que se instalaram e desenvolveram grande actividade nesta zona Raiana e pelos Árabes que durante tantos anos adiaram a formação da nossa Nacionalidade. Todos estes povos e civilizações contribuíram para a formação do povo que somos. A zona da freguesia do Rosmaninhal é privilegiada de caça, pesca, terrenos planos com boas pastagens, contém portanto bons factores para a sedentarização. A freguesia está situada entre três rios (Tejo, Erges e Aravil). É uma zona de terrenos levemente ondulados apenas recortados, como já escrevemos anteriormente, na fase terminal dos ribeiros, Erges e Aravil e na margem do rio Tejo. Apresenta algumas elevações com cotas que variam entre os 350 e os 410 Mts. Locais estes onde aparecem vestígios de habitat humanos que remontam ao Neolítico. ÉPOCA PRÉ-HISTÓRICA Os Dólmens são monumentos funerários que serviam para enterramentos individuais ou colectivos, seguindo todo um ritual de enterramento. Muitas vezes junto dos restos dos indivíduos ali depositados encontram-se todo um conjunto de bens que ajudaria, segundo a crença, a suportar melhor a vida que iriam encontrar depois da morte. Os materiais encontrados são normalmente restos de utensílios de cerâmica, pontas de setas e lâminas em sílex e machados de pedra polida. Os materiais empregados na construção dos dólmens são, na sua maioria, grandes lajes de xisto e de grauvaque e um ou outro bloco de quartzo. Empregando-se, na sua cobertura (mamoa), terra e grande quantidade de quartzo leitoso. Quanto à forma, aparecem pequenos dólmens de planta poligonal com e sem corredor, como é o caso dos dois monumentos da Nave de Azinha. São conhecidos ainda dois Dólmens de maiores dimensões, na Tapada da Ordem. A maior parte encontram-se violados mas conservam a mamoa. Todos os dólmens conhecidos na área do Rosmaninhal não apresentam qualquer forma de tampa. Os construtores destes monumentos habitaram alguns locais onde foram encontrados vários vestígios e artefactos diversos (em especial pequenos moinhos manuais e alguma cerâmica. Estes sítios poderiam ter servido como forma temporária de habitat, como é o caso do Couto da Espanhola, Tapada da Ordem e junto do marco geodésico Capitão na crista da Serra do Rosmaninhal. Deste mesmo período é também conhecido, no Couto da Espanhola, um cromeleque. Nesta mesma área e certamente fazendo parte deste mesmo espaço mágico-sagrado aparecem grande quantidade de covinhas (fossetes) em blocos soltos ou em afloramentos ao ar livre (blocos xisto-grauváquicos). A gravação é quase sempre feita na parte plana horizontal. Estes painéis, estão gravados exclusivamente com covinhas de vários diâmetros. Aparecem na região vários esteios de monumentos megalíticos decorados com covinhas. Este tipo de manifestação humana é ainda muito enigmático. Na freguesia do Rosmaninhal aparecem no Cabeço Mouro, Santa Marina, Santa Madalena, Couto da Espanhola e Cabeço Alto. No entanto aparecem painéis idênticos em Malpica, Monforte, Fratel, Vilas Ruivas, Monsanto, Lardosa, Etc. Outro elemento é o facto de muitos destes painéis aparecerem junto de actuais templos religiosos. Na área dos Alares e junto de uma anta existem gravações em afloramentos de grauvaque. Na zona do Cabeço Mouro aparecem vários blocos, que na actualidade servem de marcos de divisória de propriedades, que provavelmente constituiriam esteios de uma anta que foi destruída ou fariam parte de algum hipotético cromeleque. Estes monólitos apresentam várias gravações. São vulgarmente encontrados utensílios de pedra polida (machados e enxós) por toda a região ao que os naturais chamam de pedras de raio ou pestes por pensarem cair com os raios das trovoadas. Na área do Couto da Espanhola, fazendo parte integrante do cromeleque, existe ainda um pequeno menir e na área do Zebros foi ainda encontrado um fragmento de um outro com forma antropomófica e com decoração. ÉPOCA PROTO-HISTÓRICA É sempre difícil datar ou classificar tacitamente vestígios arqueológicos, no entanto alguns vestígios quer pela sua associação a outros conhecidos quer pela localização no terreno quer ainda pelas formas apresentadas poderão de forma mais ou menos exacta atribuir-se-lhe uma determinada cronologia e tipologia. Existem dois povoados, um situado nos contrafortes da Zebreira e de Segura junto à ribeira da Enchacana chamado Cabeço do Mouro e outro junto ao rio Tejo no local denominado Grelheira (Nave da Azinha) que pela sua localização no terreno (locais de difícil acesso e resguardado com troços amuralhados) e pelos artefactos ai encontrados (cerâmica e moinhos manuais - dormentes e moventes) se desenvolveram em épocas proto-históricas. http://rosmaninhal.no.sapo.pt/ARQUEOLOGIA.htm#%C3%89POCA_PR%C3%89-HIST%C3%93RICA

Terraços do rio Tejo em Portugal, sua importância na interpretação da evolução da paisagem e da ocupação humana

Terraços do rio Tejo em Portugal, sua importância na interpretação da evolução da paisagem e da ocupação humana Artigo de António A. Martins Pedro P. Cunha Resumo: As principais características das escadarias de terraço no Baixo Tejo e a relevância dos materiais arqueológicos associados são aqui sumariadas e discutidas. Considera-se que os mais importantes avanços no presente estado de conhecimentos resultaram da caracterização geomorfológica e sedimentológica, bem como de sistemáticas datações por luminescência em feldspato potássico,uma vez que as elevadas doses de radiação nestes sedimentos geralmente impediram a obtenção de idades precisas, TL ou de OSL em quartzo, nos sedimento areno-lutíticos dos terraços. Num sítio arqueológico, a integração de geomorfologia, litostratigrafia, sedimentologia, datação absoluta e arqueologia é necessária para a obtenção de uma sólida geo-arqueologia que permita elaborar credíveis reconstituições das paisagens do Plistocénico e uma pormenorizada caracterização das coevas ocupações humanas primitivas. Palavras-chave: terraços, geomorfologia, litostratigrafia, datação OSL, arqueologia, Paleolítico, rio Tejo, Plistocénico. Introdução As escadarias de terraços fluviais registam alternâncias de períodos com escavamento, alargamento do vale e eventual agradação sedimentar;por isso, nas áreas continentais constituem importantes arquivos da evolução sedimentar, climática, tectónica e eustática. Acresce ainda que no seio dos depósitos dos terraços mais baixos (e mais recentes) têm sido encontrados abundantes registos da ocupação humana pré-histórica. A ocorrência de materiais arqueológicos em horizontes estratigráficos permite uma melhor datação do que os contextos de superfície. A superfície de um terraço fluvial representa um momento da evolução do rio em que este atingiu equilíbrio dinâmico, apresentando um perfil regularizado e promovendo o alargamento do vale. Para que tal aconteça é necessária estabilidade do nível de base geral (nível do mar para os rios exorreicos), manutenção das condições climáticas e uma actividade tectónica moderada e constante soerguimento regional. Um terraço pode ser constituído por um patamar rochoso(strath)ou de acumulação; no segundo caso apresenta uma cobertura de aluviões. Um terraço de acumulação indica que a energia fluvial era inferior à necessária para o transporte da totalidade da carga de fundo e, portanto, o rio estaria em desequilíbrio no sentido da agradação. A manutenção das condições de equilíbrio dinâmico em drenagens exorreicas está na base da correlação dos terraços fluviais com os marinhos das áreas litorais. https://estudogeral.sib.uc.pt/bitstream/10316/15161/1/2009Martins&unha_ArquVTejo163-175.pdf

Arquitectura, espólio e rituais de dois monumentos megalíticos da Beira Interior: estudo comparado

Arquitectura, espólio e rituais de dois monumentos megalíticos da Beira Interior Artigo de JOÃO LUÍS CARDOSO, JOÃO CARLOS CANINAS, FRANCISCO HENRIQUES RESUMO Apresenta-se estudo comparado de dois monumentos megalíticos situados no Couto da Espanhola, na área do Tejo internacional. Tratam-se de estruturas distintas do ponto de vista arquitectónico e artefactual. Ambas evidenciam reutilizações, chegando num dos casos até à Idade do Bronze. As pesquisas realizadas pela Associação de Estudos do Alto Tejo, desde 1980, conduziram à identificação nesta região de um importante complexo megalítico, constituído por cerca de 80 sepulturas, menires, recintos e rochas gravadas com covinhas, que constituirá futuro objecto de estudo. http://www.igespar.pt/media/uploads/trabalhosdearqueologia/16/10.pdf

Metalurgia do Bronze Final no entre Douro e Tejo português: contextos de produção, uso e deposição

Metalurgia do Bronze Final Artigo de RAQUEL VILAÇA Instituto de Arqueologia. Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Portugal. E-mail: rvilaca@ci.uc.pt ACTAS DEL CONGRESO:ÁMBITOS TECNOLÓGICOS, ÁMBITOS DE PODER. LA TRANSICIÓN BRONCE FINAL-HIERRO EN LA PENÍNSULA IBÉRICA (Madrid, 18 Marzo de 2004) Dirección Científica: Alicia Perea. 1.Introdução Tendo em conta a temática deste Seminário, procurei reunir elementos resultantes dos meus próprios trabalhos, publicados e inéditos, bem como outras novidades portuguesas, mas tive igualmente em linha de conta informação mais antiga que merece ser recuperada e valorizada. O quadro cronológico estava, à partida definido. Nesse âmbito, vários assuntos podiam ser abordados e, cada qual, de diversas maneiras. A metalurgia era um tema incontornável. E, quando falamos do metal no Bronze Final, falamos essencialmente do bronze. Mas, para além dessa metalurgia, no espaço geográfico que escolhi, entre Douro e Tejo, perfeitamente aleatório, também encontramos registos de ouro e de ferro. Por razões óbvias, o seu número é muitíssimo reduzido. Ainda assim, não tanto quanto se poderia pensar. Em relação ao ouro, entre peças, conservadas e perdidas, ou meras notícias de achados, eu própria fiquei surpreendida com o número de registos reportáveis à região em análise. Quanto ao ferro, considero que um dos principais resultados da investigação dos últimos anos nas Beiras foi a possibilidade de comprovar, em termos estratigráficos, e com datas de Carbono 14, a presença de artefactos de ferro em contextos do Bronze Final. Estas três categorias articulam-se, directa ou indirectamente, com o que considero ser o aspecto mais emblemático da época e região: os sítios habitados ou povoados, que representam, com efeito, uma ruptura em termos de estratégia de povoamento. Não sendo possível falar em ermamento da região no período anterior (Bronze Antigo e Médio), sem dúvida que se verificou nos últimos séculos do II milénio a. C. uma reconversão no modo e na forma de intervenção e de percepção do homem no espaço. http://humanidades.cchs.csic.es/ih/paginas/arqueometalurgia/Descargas/sem04/s04_vil.pdf

Castro de Vila Nova de São Pedro (Azambuja)

Castro de Vila Nova de São Pedro - Azambuja) Classificado como monumento nacional desde 1971, este povoado do calcolítico estremenho, ou do final do neolítico, data 3500ac, denuncia o mais antigo testemunho da presença humana no Concelho de Azambuja. Dotado de excelente situação estratégica, que lhe garantia condições de defesa, domina o vale de Almoster, através do qual comunicava com o Tejo, principal via de comunicação para os habitantes do Castro. Apresenta um recinto principal e duas linhas defensivas, de onde foram recolhidos inúmeros achados arqueológicos que permitiram a reconstituição de aspectos da vida material e espiritual dos ocupantes desta fortificação. http://www.cm-azambuja.pt/conhecer-azambuja/conhecer-o-patrimonio/sitio-arqueologico.html

Exposição Permanente Arqueologia de Ródão Publicado em Jul 3, 2012

Museu de Arqueologia de Ródão O Tejo, os terraços fluviais que o marginam, as charnecas detríticas, tudo isto assente sobre um soco antigo em xistos e grauvaques, cortados por imponente crista quartzítica que forma as chamadas “Portas de Ródão” – eis aqui a singularidade que fez da região de Ródão um território de eleição, habitado desde a mais remota Pré-história. É, pois, uma história antiga, telúrica e consistente, que temos para oferecer. Uma história feita de cruzianas e troncos fósseis, bifaces e raspadores, machados polidos e vasos de cerâmica, gravuras rupestres e epígrafes, mós e telhas, balas de canhão e gravuras reminiscentes das Invasões Francesas…. Possa a evocação da memória da terra rodanense, que nesta sala fazemos, servir de ponto de partida para um mais profundo conhecimento das nossas paisagens e das nossas gentes – que aí estão à vossa espera. De Ródão guardamos a memória do diálogo com um passado que só encontra equivalente na majestade da paisagem que o encerra. Das casas do Salgueiral, às cristas que constituem a Serra; dos terraços e conheiras que o Tejo prodigamente distribuiu, ao rendilhado de oliveiras que mão humana pacientemente semeou; do sentir vivo de homens e animais, à conservação surda da sua imagem nos milhares de motivos artísticos que flanqueiam as margens do “grande rio”… tudo em Ródão nos faz esquecer as fronteiras entre passado e presente, Homem e Natureza, próximo e distante. http://tejo-rupestre.com/?page_id=156 Luís Raposo (arqueólogo)

Carta Arqueológica de Vila Velha de Ródão - uma lei tura actualizada dos dados da Pré-História Recente

Carta Arqueológica de Vila Velha de Ródão Artigo de Francisco Henriques, João Caninas, Mário Chambino Associação de Estudos do Alto Tejo (AEAT) 1ª Reunión de Estudíos sobre la Prehistoria Reciente en el Tajo Internacional Marcadores Gráficos y Constructores de Megalitos en el Tajo Internacional Santiago de Alcántara, Cáceres, 1, 2 y 3 de Marzo de 2007 Resumo O concelho de Vila Velha de Ródão dispõe de cinco documentos com as características de inventário arqueológico. Nesta comunicação faz-se uma apresentação preliminar dos resultados do mais recente inventário, cujo Relatório Final está em preparação. O primeiro data de 1910, é da responsabilidade de Francisco Tavares de Proença Júnior e integra um inventário de âmbito distrital, a Archeologia do Districto de Castello Branco. O segundo, de 1980, é da responsabilidade de Francisco Henriques e João Canina s (Contribuição para a Carta Arqueológica dos Concelhos de Vila Velha de Ródão e Nisa). O terceiro c ontributo, de 1986, é uma continuação do documento anterior, abrange a mesma área geográfica e é da respons abilidade dos mesmos autores. A quarta contribuição, de 1993, inédita, também da responsabi lidade de Francisco Henriques e João Caninas, funde os dois documentos anteriores num único, e foi elabora do para a Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão, aquando da elaboração do primeiro Plano Director Muni cipal (PDM). O trabalho de campo para a quinta contribuição, elaborada novamente a pedido da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão no âmbito da revisão do PDM, ocorreu entre 2004 e 2006. Contém 420 registos de sítios e monumentos com interesse arqueológico (acréscimo de 78% relativamente à contribuição de 1993). Identifica 120 arqueossítios atribuíveis à Pré-história Recente,cerca de 29% da totalidade dos registos deste inventário actualizado, distribuídos tipologicamente do seguinte modo: - 24 manchas de ocupação (20%); - 23 sítios com arte rupestre (19%); - 45 sepulturas megalíticas, antas, mamoas e tumuli(37%); - 26 achados isolados (21%) com destaque para os instrumentos de pedra polida; - 3 outros ou indeterminados (3%). As manchas de ocupação estão implantadas a curta distância do rio Tejo sobre plataformas detríticas e terraços com ocupação dispersa por vários hectares e frequentemente associadas aos maiores núcleos de arte rupestre do Tejo. Este modelo de ocupação tem equivalência na outra margem do Rio Tejo (concelho de Nisa) e a vários quilómetros a montante (concelho de Idanha-a-Nova). Dos sítios com arte rupestre destaca-se o complexo de Arte Rupestre do Tejo, sobejamente conhecido. Os outros sítios com gravuras rupestres, fora daquele contexto, correspondem quase exclusivamente a rochas gravadas com covinhas. As sepulturas (megalítica e não megalíticas) distribuem-se por todo o concelho, ocorrendo em terraços e plataformas detríticas, em relevos xisto-grauváquicos e até numa planície aluvial. Estão ausentes sobre cristas quartzíticas embora ocorram nos depósitos de vertente daquele tipo de relevos. A forte correlação espacial entre sepulturas, rochas gravadas e sítios de habitat (manchas de ocupação) emerge como um dado relevante para investigação. http://www.altotejo.org/UserFiles/File/Estudos_e_Publicacoes_arqueo/Carta_Arqueologicade_Rodao.pdf

ARTE RUPESTRE AFOGADA NO TEJO

ARTE RUPESTRE AFOGADA NO TEJO Artigo de Ângela Caires Uma mensagem de 40 quilómetros,escrita nas margens do Tejo por homens que viveram há 8.000 anos ficará em breve submersa pela águas de uma nova barragem hidroeléctrica. http://www.altotejo.org/acafa/docsn4/arte_rupestre_afogada_no_tejo.pdf

Duas Cabanas Circulares da Idade do Bronze do Monte de São Domingos (Malpica do Tejo, Castelo Branco)

Duas Cabanas Circulares da Idade do Bronze do Monte de São Domingos (Malpica do Tejo, Castelo Branco) Artigo de João Luís CARDOSO, João Carlos CANINAS e Francisco HENRIQUES A área de Malpica do Tejo, situada na parte sudeste do distrito de Castelo Branco, entre o rio Tejo, o rio Ponsul e a ribeira do Aravil, é conhecida, do ponto de vista arqueológico, principalmente pelos inúmeros achados de artefactos metálicos atribuíveis à Idade do Bronze. Estes achados foram integrados num recente estudo de conjunto sobre o BronzeFinal da Beira Interior (VILAÇA 1995). Por outro lado, esta área tem vindo a ser prospetada sistematicamente, desde 1988, pela Associação de Estudos do Alto Tejo. Estes trabalhos integram-se, desde 1993, no projecto de investigação, então submetido ao Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico, “Ocupação Pré-Histórica do Alto Tejo Português” no âmbito do qual se executou a escavação arqueológica a que respeita este texto. Os resultados obtidos deram origem a um primeiro esboço de carta arqueológica já publicado (HENRIQUES, CANINAS & CHAMBINO 1995a). De entre as descobertas realizadas destacavam-se duas estruturas circulares evidenciadas à superfície por pequenas lajes de xisto dispostas de cutelo. Estas estruturas, identificadas por dois dos signatários (FH e JCC), foram então, provisoriamente, correlacionadas com o megalitismo. A sua localização apresenta-se na Fig. 1. http://www.altotejo.org/userfiles/file/estudos_e_publicacoes_arqueo/cabanas_da_idadedobronze.pdf

ROCHAS COM COVINHAS NA REGIÃO DO ALTO TEJO PORTUGUÊS

Rochas com covinhas na região do Alto Tejo Português Artigo de Francisco Henriques, João Carlos Caninas e Mário Ch ambino 2 Resumo: A Associação de Estudos do Alto Tejo / Núcleo Regional de Investigação Arqueológica(NRIA) identificou nos últimos anos, nos concelhos de Vila Velha de Ródão, Castelo Branco e Idanha-a-Nova, diversos conjuntos de rochas com covinhas. Neste texto, procura-se salientar a relevância destas gravações na região arqueológica considerada e a sua possível associação a espaços sagrados pré-históricos. Faz-se uma leitura da distribuição espacial destas rochas gravadas, e de outros vestígios da humanização antiga e moderna, e chama-se a atenção para a convergência espacial entre rochas com covinhas e templos modernos. Coloca-se a hipótese de esta convergência indiciar um uso milenar dos respectivos espaços como locais sagrados e, portanto, a continuidade do povoamento da Pré-História até à actualidade. Palavras-chave: rochas com covinhas, espaços sagrados, continuidade http://www.altotejo.org/UserFiles/File/Estudos_e_Publicacoes_arqueo/Rochas_com_covinhas_no_Alto_Tejo.pdf">

Oppidium de Aritium Vetus - Alvega (Abrantes)

Oppidium de Antium Vetus - Alvega Inclui várias referências a vestígios romanos na região de Abrantes. http://www.portugalromano.com/2011/11/aritium-vetus-alvega-abrantes/

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Geomorfologia e ocupação pré-histórica no baixo curso do rio Sor

Geomorfologia e ocupação pré-histórica no baixo curso do rio Sor: primeiras observações geoarqueológicas R E S U M O Apresenta-se aqui uma primeira abordagem para a compreensão das relações entre morfogénese quaternária e assentamento pré-histórico a nível regional e em contextos controlados principalmente por processos aluviais de idade plistocénica e holocénica. O estudo de caso analisado corresponde ao baixo curso do rio Sor, no trecho entre a barragem de Montargil e a confluência com o Raia, e apresenta um relevo relativamente suave, afeiçoado em sedimentos terciários e em
afloramentos isolados do Maciço Hespérico. A característica mais vincada da fisiografia regional é o sistema de terraços aluviais escalonados, que revestem as encostas do vale do Sor e que constituem pontos de assentamento preferencial para sítios pré-históricos, como as estações neolíticas de Bernardo 1 e Alminho 1, aqui examinadas. Apresentam-se os dados geoarqueológicos relativos a estes sítios e ao seu território, discutindo, a partir deles, as questões referentes à evolução quaternária da paisagem, às inter-relações entre relevo e sistema de assentamento pré-histórico e aos processos formativos dos sítios arqueológicos de baixa profundidade.

Contribuição para o estudo do Paleolítico Inferior no Vale do Forno - Alpiarça

Contribuição para o estudo do Paleolítico Inferior no Vale do Forno - Alpiarça, no seu contexto crono-estratigráfico.

Dissertação de Mestrado em Pré-história e Arqueologia, orientada pelo Professor João Pedro Cunha-Ribeiro e apresentada na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 2002.

Povoado da idade do Bronze em Vila Franca

Escavações arqueológicas revelam testemunhos com três mil anos no vale de Santa Sofia



Vila Franca já tinha vida há três mil anos. Os arqueólogos encontraram vestígios da idade do Bronze e da passagem dos romanos por Santa Sofia. As escavações não travam a obra do parque urbano.




Há três mil anos o vale de Santa Sofia, em Vila Franca de Xira, era já habitado. Um povoado do período final da Idade do Bronze foi encontrado na encosta do vale, uma descoberta inesperada e rara na região do Vale do Tejo.

Artefactos de pedra, fragmentos de bronze, pedaços de cerâmica manual e um movente de um moinho manual foram algumas das peças descobertas que permitiram situar a ocupação do vale de Santa Sofia no período final da pré-história. As escavações arqueológicas puseram ainda a descoberto os alicerces das cabanas de madeira e pele do povoado.

Os trabalhos arqueológicos arrancaram em Junho na sequência da intervenção que está a ser feita para a reabilitação do vale e construção do parque urbano de Santa Sofia. João Pimenta, um dos arqueólogos contratados pela câmara municipal, diz que a descoberta do povoado com três mil anos é “extremamente importante para a história de Vila Franca”.

Segundo refere, o achado mostra que o vale de Santa Sofia tem uma longa diacronia de ocupação e permite um maior conhecimento da história da hoje cidade ribatejana. João Pimenta explica que a ocupação estava ligada à exploração agrícola do vale, uma zona com vista privilegiada para o Tejo, o que a tornava também segura.

Para além da movente do moinho que atesta a natureza rural da exploração, foram também encontrados potes de armazenagem de cereais.

Entre os objectos postos a descoberto pelas escavações arqueológicas estão alguns que indicam que os fenícios passaram por Vila Franca de Xira. João Pimenta refere que os artefactos encontrados mostram que os mercadores do século XVIII a.C. que vieram da zona onde hoje se situa o Líbano comercializaram com o povoado aqui existente.

Pedaços de uma ânfora de matriz fenícia foram encontrados entre os achados remetendo para a introdução do vinho na nossa cultura. Com os fenícios veio também a escrita, a roda de oleiro, a técnica de redução do ferro, o azeite e a arquitectura, que nos veio a caracterizar durante milhares de anos.

O povoado descoberto no vale de Santa Sofia é um dos poucos achados arqueológicos da Idade do Bronze na região. Até agora apenas na Tapada da Ajuda, na foz do Tejo, e em Alpiarça foram encontradas estruturas deste período.


Romanos também

passaram pelo vale

A comprovar que a exploração agrícola do vale de Santa Sofia tem sido uma constante ao longo da história foram encontrados ainda vestígios romanos e da época medieval na área. O mais importante foi um habitat romano de características rurais.

Nesse espaço, para além dos alicerces dos edifícios, foram também descobertos fragmentos de tijoleira e de telhados, bem como fragmentos de cerâmica e uma chave romana. Por não ter tanta importância monumental, o que resta do habitat foi protegido e tapado e cartografado como área ecológica.

João Pimenta assegura que a área onde se encontra não será danificada pelos trabalhos de arranjo do vale e explica que o mais importante é a informação que se obteve com esta descoberta.

Entre os objectos encontrados inclui-se ainda uma inscrição em calcário do século XVI, que o arqueólogo admite poder fazer parte da desaparecida ermida de Santa Sofia. Segundo refere, talvez depois de conseguirem decifrar a inscrição cheguem a uma conclusão.

Os vestígios encontrados foram recolhidos para serem analisados, tratados e registados. João Pimenta adianta ainda que pode vir a ser realizada uma exposição com o material descoberto.

Os trabalhos arqueológicos devem prolongar-se por mais sete semanas. No entanto, segundo Henrique Mendes, o outro arqueólogo responsável, o tempo pode variar em função das condições atmosféricas e do material que for entretanto encontrado.

Sara Cardoso

Arqueologia - Chamusca

Arqueologia
Alpiarça, pela sua situação geográfica, na margem esquerda do Tejo, apresenta vários níveis de ocupação humana desde o Paleolítico Inferior até à época Romana. Na zona do Vale do Forno foram encontrados depósitos e indústrias líticas datáveis do Paleolítico Inferior. Esta Zona já é conhecida desde os anos 40, mas só nos anos 80 é que foram feitos trabalhos arqueológicos na Zona de Milharós, onde foram encontrados depósitos e industrias líticas datáveis do Paleolítico inferior. Também foram descobertos vestígios de flora que talvez sejam anteriores à glaciação de wurm.

Além do Vale do Forno à também a destacar as estações arqueológicas do Barreiro do Tojal, Vale da Caqueira, Quinta do Outeiro, Vale da Atela, Barreira da Gouxa e Vale dos Extremos. O Povoado do Alto do Castelo locaaliza-se entre as necrópoles do Tanchoal e do Meijão, é conhecida, desde o inicio do século passado, por Mende Corrêa e na decada de 80 foi estudada pelo Instituto Arqueológico Alemão. Possui uma cronologia anterior à época romana, por ter sido ocupada durante a Idade do Bronze Final ou Ferro. Também foi alvo da ocupação Romana visto que se encontraram materiais do periodo Romano, moedas e fragmentos de cerâmica.

O Cabeço da Bruxinha foi ocupado provavelmente na Idade do Bronze Final ou ferro, mas também sofre ocupação Romana, foram encontrados materiais de cerâmica e cerâmica de construção. O Cabeço da Bruxa localiza-se na Quinta da Gouxa a cerca de 600 metros a oete da Estrada Nacional 118 de Alpiarça a Almeirim. Esta estação arqueológica é conhecida desde a década de 30 e foi alvo de escavações arqueológicas feitas em 1979 também pelo Instituto Arqueológico Alemão. Os materiais aí encontrados têm várias cronologias Pré-História, Idade do Bronze, Época Romana e outras.

A Quinta da Gouxa é uma estação arqueológica ocupada desde a Pré-História até à época Romana. Segundo alguns autores, em Alpiarça passava uma das vias Romanas em direcção a Mérida, com prova os vários marcos miliários encontrados dedicados ao Imperador Trajano.

Património Arqueológico da Golegã

Escrito por Webmaster
29-Jan-2008


O Vereador Carlos Simões solicitou ao executivo na última reunião de Câmara de 23-01-2007, informações relativas ao património arqueológico do Concelho e acesso à documentação existente na Câmara sobre o mesmo, nomeadamente o associado à Via Romana XVI, que passaria por Entroncamento, Golegã (na Qta. dos Álamos fica a Villa de S. Miguel), Azinhaga e Pombalinho.

A actual povoação de Pombalinho assenta sobre os vestígios de uma eventual villa romana, tendo sido recolhidos vestígios de ocupação dessa cronologia em diversas ocasiões.

Considera o Vereador que "seria benéfico para o Concelho que se revitalizasse o interesse da população, sobretudo mais jovem, pelo património arqueológico da Golegã e Azinhaga, pelas origens das gentes desta terra e pela sua história mais remota".

No caso da Villa de São Miguel, na Golegã, os dados constantes no IPA, referem-na como sendo do período Romano. A estação arqueológica foi descoberta em 1945 na sequência da abertura de covas para o plantio de um pomar, tendo sido encontrado a 70cm de profundidade um mosaico a preto e branco, decorado com hastes e folhas enroladas em espiral. O sítio ocupa cerca de 1 hectare, não sendo visíveis quaisquer estruturas à superfície e nunca foi alvo de qualquer intervenção arqueológica, contudo à superfície encontram-se vários materiais romanos, de entre os quais se destacam cerâmicas de construção e comuns, como fragmentos de imbrex, de tegulae, de ânforas, terra sigillata e moedas.

Referiu ainda que trouxe este assunto à apreciação da Câmara por "ter tomado muito recentemente conhecimento da existência de trabalhos de prospecção relativamente recentes e publicados em 2005, e que apontam para a existência de vestígios de um povoado calcolítico na zona do Riba-Rio, em Azinhaga". O autor, Júlio Manuel Pereira, fez nessa altura a apresentação preliminar do "sítio arqueológico de Riba-Rio", onde recolheu um interessante conjunto de materiais de superfície, em que se incluem alguns fragmentos de cerâmica campaniforme. O sítio é interpretado como um povoado da Idade do Cobre.

Carlos Simões facultou ao restante executivo uma cópia desta publicação, datada de Julho de 2005 e da responsabilidade do Centro de Arqueologia de Almada, onde a apresentação foi feita.

O arqueossítio aí referido situa-se na margem direita do Rio Almonda, a escassa distância deste, à entrada Norte da localidade da Azinhaga (concelho da Golegã), junto à Quinta de S. João da Ventosa, num terreno com um declive muito suave para o rio, a uma altitude de cerca de 18 metros, ocupando uma área estimada de pouco mais de dois hectares. Aí, na camada arenosa clara sobrejacente a uma outra mais argilosa que recobre um terraço de baixa altitude, as lavras e sementeiras de milho puseram a descoberto abundante material lítico e cerâmico, bem como um fragmento de cobre inclassificável.

Segundo o autor, a caracterização de Riba-Rio como um povoado resulta evidente, face à extensa mancha de dispersão dos materiais e à natureza dos achados, nomeadamente a presença de cerâmica de carácter doméstico, de elementos de moagem e de pesos de pedra com entalhes, associados a actividades de tecelagem, sem prejuízo de, em certos casos, poderem ser conotados com actividades de pesca, o que aqui seria possível devido à proximidade de dois rios (Almonda e Tejo).

O Vereador propôs "que se entrasse em contacto com o autor deste trabalho, para que se possam obter mais pormenores sobre estes achados, referindo mais uma vez o grande interesse que teria para o Munícipio a promoção e divulgação deste património pela Câmara Municipal, bem como o aprofundamento dos estudos sobre o mesmo".

Outros sítios com interesse arqueológico, documentados no IPA e situados no Concelho da Golegã são:

Designação:Martim Ladrão
Tipo de Sítio:Estação de Ar Livre
Periodo/Notas:Paleolítico
CNS:4774
Topónimo:Mato de Miranda
Div. Administrativa:Santarém/Golegã/Azinhaga
Classificação:-
Descrição:Identificada juntamente com o Chamiço (Zbyzweski et al, 1970a), onde terão recolhido peças Acheulenses, a estação de Martim Ladrão desenvolve-se nos dois lados da estrada que liga Mato de Miranda a S. Vicente do Paul. A prospecção realizada no entanto, incidiu particularmente sobre uma grande saibreira situada no lado Sul. Aqui foram identificados inequivocamente materiais pertencentes ao Paleolítico Antigo. Algumas das peças apresentam, patina eólica e indícios de rolamento.

Designação:Monte Pedregoso
Tipo de Sítio:Povoado
Periodo/Notas:Calcolítico
CNS:17748
Topónimo:Monte Pedregoso
Div. Administrativa:Santarém/Golegã/Golegã
Classificação:-
Descrição:O Monte Pedregoso é uma ampla zona de aluvião, que encerra uma estação arqueológica campaniforme.

Designação:Portas de Água
Tipo de Sítio:Villa
Periodo/Notas:Romano
CNS:24219
Topónimo:Portas de Água
Div. Administrativa:Santarém/Golegã/Azinhaga
Classificação:-
Descrição:Área lavrada com excelente visíbilidade geral. Cerâmica dispersa à superfície, aparentemente atribuível ao período romano (vários exemplares de tegula e um fragmento de asa de ânfora Dressel14). Há uma maior concentração de espólio numa faixa de aproximadamente 3000m2.