terça-feira, janeiro 27, 2009

Gruta da Nascente do Almonda


Natureza | Grutas



A gruta do Almonda localiza-se na paisagem natural da Serra d´Aire. É constituída por uma rede de galerias subterrâneas, umas fósseis e outras ainda em actividade, que se prolongam por uma extensão de cerca de 8 Km, com vestígios de ocupações sucessivas desde o Paleolítico à época romana. A gruta do Almonda é um santuário arqueológico, dada a riqueza de artefactos nela encontrados de toda a Pré-História. Os vestígios arqueológicos foram encontrados em dois locais diferentes da gruta: na entrada junto da nascente, na freguesia da Zibreira, foram descobertos materiais cuja cronologia se estende do Paleolítico Médio e Superior à época romana; na entrada da freguesia de Pedrógão, foi detectada uma jazida do Paleolítico Inferior, com abundantes restos faunísticos fossilizados, constituídos essencialmente por dentes. Os objectos encontrados na escavação da gruta estão no Museu Nacional de Arqueologia e na sede do grupo de espeleologia e arqueologia de Torres Novas. (Imóvel de Interesse Público)

”Grutas do Almonda são caso único em Portugal”

Grutas do Almonda
Só quando se fala em achados de fósseis humanos, como aconteceu o mês passado, as pessoas despertam para o que se passa nas Grutas do Almonda. Desde 1988 que equipas voluntárias e profissionais se dedicam durante dois meses por ano, a ”escavar” as grutas de Torres Novas, na procura de sinais que ajudem a melhor conhecer a história. Este ano, a campanha arqueológica na Gruta da Oliveira resultou no achado de fósseis humanos. Mais tempo houvesse e o resultado seria melhor, já que, no entender de João Zilhão, responsável pelos trabalhos, muito há ainda por descobrir nas grutas da nascente do Almonda.
Desde o final da década de 80 (tirando dois anos de interregno devido a outros projectos e falta de financiamento) que se sucedem as campanhas arqueológicas no sistema de Grutas do Almonda, considerado pelo Ministério da Cultura, ”imóvel de interesse público”. O primeiro passo neste trabalho foi dado pela Sociedade Torrejana de Espeleologia e Arqueologia (STEA), que descobriu os primeiros utensílios em pedra, que desencadearam todo o trabalho que se seguiu. Isto, em 1987. Desde então, o trabalho tem continuado e o resultado de tantos anos de exploração, materializado em achados, poderia ser muito maior, não fosse a falta de financiamento que condiciona a evolução da investigação.

A ARQUEOLOGIA DA GRUTA DO ALMONDA (TORRES NOVAS).

Actas das IV Jornadas Arqueológicas (Lisboa 1990), Associação dos Arqueólogos
Portugueses, Lisboa 1991.


RESULTADOS DAS ESCAVAÇÓES DE 1988-89.
João Zilhão
João Maurício
Pedro Souto
A Gruta do Almonda é uma estação arqueológica conhecida desde há cerca de 50 anos, data em que foi posta a descoberto a entrada pela qual se faz o acesso ao seu interior. Trata-se de uma surgência fóssil do Rio Almonda (embora em Invernos excepcionalmente pluviosos tenha já funcionado igualmente como saída de águas), cuja nascente actual se encontra cerca de cinco metros mais abaixo e é represada pela Fábrica de Papel da Renova, a cuja laboração fornece a água necessária. Pela referida entrada acede-se a uma extensa rede de galerias subterrâneas,
já reconhecidas numa extensão de cerca de 5 km (fig. I), mas era somente nas primeiras dezenas de metros que, até a realização das campanhas de escavação realizadas em 1988 e 1989, se conhecia a existência de vestígios arqueológicos (Paço et a/. 1947; Guilaine e Ferreira 1970).
Os trabalhos realizados nos Últimos dois anos tiveram a sua origem numa descoberta
realizada por elementos da Sociedade Torrejana de Espeleologia e Arqueologia: o achado nesta porção inicial da galeria de entrada de algumas peças solutrenses cujo contexto se tornava imprescindível estabelecer (Maurício 1988; Zilhão 1988). A realização dos trabalhos veio porém dar igualmente origem a aquisição de novos dados referentes as ocupações já documentadas pelas escavações de finais dos anos 30 (Neolítico antigo, Idade do Bronze e Idade do Ferro), e a descoberta de ocupações do Paleolítico Inferior e Médio em zonas da gruta cuja importância arqueológica era até então desconhecida. São estes resultados que ora se apresentam de forma resumida e preliminar.

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Fêmeas do Homo erectus tinham bebés com o cérebro grande

Fósseis descobertos na Etiópia




Fósseis descobertos na Etiópia


Fêmeas do Homo erectus tinham bebés com o cérebro grande
14.11.2008 - 21h42 Nicolau Ferreira


Um novo fóssil de um Homo erectus fêmea, um dos primeiros antepassados do Homem, mostra que a abertura pélvica, por onde os recém-nascidos saem, era muito maior do que se pensava. A descoberta prova que os recém-nascidos desta espécie tinham proporcionalmente uma cabeça maior, uma característica que está de acordo com o crescimento dos bebés de hoje.

O estudo foi publicado hoje na revista científica “Science”. Os autores encontraram fósseis dos ossos da bacia de um Homo erectus fêmea que viveu entre os 1,4 e 0,9 milhões de anos na zona de Gona, no Norte da Etiópia. Na altura, a região apresentava um clima semi-árido, com arbustos.

O Homo erectus foi o primeiro hominídeo a sair de África e a conquistar outros continentes. Sempre se pensou que a capacidade de andar e correr fosse uma forte condicionante evolutiva.

Um dos fósseis mais importantes que estabeleceu o modelo anatómico desta espécie foi de um indivíduo jovem, “Turkana Boy”, encontrado na zona do Quénia, em 1984. Apesar de ser um macho, devido ao esqueleto esguio e comprido extrapolou-se que a bacia das fêmeas desta espécie seria também estreita.

A partir daqui calculou-se que os recém-nascidos tivessem um cérebro pequeno, com um volume máximo de 230 mililitros (a forma como se mede o tamanho do cérebro), que depois do nascimento se desenvolveria rapidamente, um modelo mais aproximado ao dos primatas do que ao dos humanos.

Mas a nova descoberta obrigou o modelo a ser alterado. “Proporcionalmente, a bacia é maior do que a bacia dos humanos modernos”, disse Scott Simpson, citado pela BBC News. O paleontólogo é o primeiro autor do artigo, e trabalha na “Case Western Reserve University”, em Cleveland, no Ohio, Estados Unidos da América.

De acordo com as medições dos novos fósseis, um recém-nascido poderia nascer com um cérebro com o volume de 315 mililitros. Um aumento de 30 por cento relativo às anteriores estimativas. A partir do nascimento, o desenvolvimento cerebral do H. erectus seria um intermédio entre os chimpanzés e a espécie humana.

Os ossos pélvicos largos da fêmea mostram também que afinal havia uma diferença morfológica a nível dos sexos muito parecida com a existente hoje. O que evidencia que a evolução pressionou este aspecto - uma abertura pélvica grande para deixar passar um bebé com um cérebro maior.

De resto, ao contrário do modelo que prevê que em climas quentes como os da África, os seres humanos têm um torso mais estreito e sejam altos, e em zonas mais temperadas ou frias, têm um tronco mais largo e sejam baixos, esta fêmea era baixa para os padrões do H. erectus (media entre 1,20 e 1,46 metros) e era larga.

Os novos dados alteram a concepção que se tinha desta espécie, que foi descoberta pela primeira vez há cem anos, e mostram que há mais variáveis a ter em conta.



http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1350050

GRUTA DE AVECASTA NA ROTA MUNDIAL DA ARQUEOLOGIA

GRUTA DE AVECASTA NA ROTA MUNDIAL DA ARQUEOLOGIA

Luíz Oosterbeek em entrevista:


O director científico do Museu de Arte Pré-Histórica de Mação revela que a Gruta de Avecasta vai entrar na rota da arqueologia mundial e fala da ligação do museu com Ferreira do Zêzere

A Gruta de Avecasta, localizada na freguesia de Areias, Ferreira do Zêzere, cujo acesso há muito está vedado, ficará referenciada como ponto de visita numa publicação sobre Pré-História de Portugal, que será apresentada em Setembro de 2006, no Congresso Mundial de Arqueologia, disse Luiz Oosterbeek.
Sem que actualmente existam condições para visitas, deverá assumir particular importância, o papel da associação de arqueologia Arqueojovem, que ficará sedeada em Ferreira do Zêzere.
Luiz Oosterbeek, director científico do Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado do Vale do Tejo, localizado em Mação e que completará 1 ano de abertura ao público no próximo dia 18 de Março, falou ainda sobre a importância daquela estrutura para a região, que constitui também um ponto de encontro de diversas nacionalidades, pelos estudantes que ali acorrem ao Mestrado Pré-História e Arte Rupestre, único na Europa.

– Com que propósito surgiu o Museu em Mação? Porquê Mação?

Luiz Oosterbeek (LO) - O Museu foi pensado pelo Dr. João Calado Rodrigues há várias décadas, e veio a ser fundado na década de 1980, sendo um dos mais antigos museus municipais em Portugal. Na ocasião, tal deveu-se à precursora visão estratégica da autarquia, aliada a um importante acervo de colecções arqueológicas e etnográficas.
Em 2000, quando uma equipa de arqueologia do CEIPHAR e IPT fazia o acompanhamento da construção da actual A23, foram descobertas gravuras rupestres, que constituem parte visitável do grande complexo rupestre do vale do Tejo. Esta descoberta colocou a necessidade de proteger e valorizar esses vestígios e daí, a partir de uma solicitação da autarquia, foi concebido um projecto estratégico global, centrado na renovação do museu e na sua afirmação como centro de referência europeu.
Hoje, o museu é o centro de diversos projectos internacionais, nos domínios da arte rupestre, dos riscos naturais que afectam o património ou da gestão de qualidade do património. E é o local onde é ministrado o único Mestrado de Pré-História e Arte Rupestre da Europa, acolhendo alunos de diversos países.
Como sempre em projectos desta natureza, as vontades institucionais são essenciais, e aqui se combinam as dinâmicas da Câmara Municipal de Mação, do CEIPHAR e do Instituto Politécnico de Tomar.

– Vários, e de diversas nacionalidades, têm sido os estudantes que utilizam o Museu, quer para estágios, quer para desenvolvimento de pós-graduações nos seus cursos. De que forma se está a processar esta vertente do Museu e que eco tem obtido dos próprios estudantes, não só no âmbito das suas pesquisas, mas também da integração numa localidade do interior português?

LO - Como referia antes, frequentam o Mestrado cerca de 3 dezenas de estudantes, cerca de um terço dos quais provêm do Brasil, Senegal, Geórgia, Índia, Indonésia e China. A sua integração na comunidade é excelente, e devo sublinhar a forma acolhedora como a população de Mação tem ajudado os nossos alunos estrangeiros, tal como a disposição destes em se integrarem, aprendendo os costumes locais e, claro, a nossa língua.
Há, por outro lado, um grande enriquecimento cultural, que decorre dos olhares que esses alunos e colegas trazem para o nosso quotidiano.

– Brevemente, irá a Associação Arqueojovem dispor de instalações em Ferreira do Zêzere, já facultadas pela Autarquia. Que ligação poderá ter este pólo de arqueologia com o Museu de Mação?

LO - Antes de responder à sua questão, gostaria de lembrar que a autarquia de Ferreira do Zêzere foi uma das duas primeiras autarquias da região a acolher a Arquejovem e, mais tarde, a participar na criação da rede do Parque Arqueológico e Ambiental do Médio Tejo, largamente graças ao empenho continuado do Prof. Carraço, responsável da ArqueoJovem no concelho e pessoa de referência no plano cultural em toda a região. Já há muitos anos se realizaram campos de trabalho de arqueologia, na zona de Pinheiros/Jamprestes, e o espaço que agora se disponibiliza é a concretização de um sonho antigo, que surge no quadro da afirmação dessa rede regional.
A ligação entre o núcleo de Ferreira do Zêzere e Mação, ou Tomar, ou Vila Nova da Barquinha, ou Riachos, ou Constância, ou qualquer uma das outras infraestruturas que se têm vindo a afirmar, já existe, pois, desde antes da disponibilização do espaço. Agora, à semelhança de outras realidades, deverá discutir-se a orientação estratégica específica. Na minha opinião devem ser consideradas duas vertentes: uma local e outra regional. No plano local, é desejável que esse espaço se construa como o ponto de referência das memórias do concelho, ou seja, dever-se-á trabalhar para que, daqui a algum tempo, seja natural a qualquer cidadão do concelho dirigir-se à ArqueoJovem para tratar de assuntos relacionados com o Património. No plano regional e nacional, importará identificar, de entre os muitos pontos de interesse patrimonial de Ferreira do Zêzere, qual o que pode constituir uma especificidade distinta de municípios vizinhos, na qual se aposte mais em termos promocionais. Ninguém melhor do que o Prof. A. Carraço e os colegas de Ferreira do Zêzere para definir os detalhes em cada uma destas vertentes, mas é evidente que o Instituto Politécnico de Tomar, o Museu de Mação e as outras entidades que integram o Parque Arqueológico e Ambiental, irão dar todo o apoio a este espaço.

– A Gruta de Avecasta, em Areias, é, apesar de estarem impossibilitadas as visitas, uma referência de estudo e turismo na região e, em especial, em Ferreira do Zêzere. O que pode ser feito por forma a colocá-la na rota de investigadores, estudantes e turistas?

LO - Hoje nada se faz isoladamente, e a forma de valorizar a Gruta da Avecasta é, de facto, integrá-la nos projectos do Parque Arqueológico e Ambiental, envolvendo a autarquia, os investigadores que a estão a estudar, etc. Posso dizer-lhe que estou a coordenar uma publicação sobre a Pré-História de Portugal, que será apresentada em Setembro de 2006 no Congresso Mundial de Arqueologia, que será bilingue (Português e Inglês), e que na região do Vale do Tejo irá referenciar a Gruta da Avecasta como um dos pontos de visita recomendada. A divulgação, por isso, vai sendo feita, mas agora é preciso que se garantam as condições de acolhimento e, já agora, que a nossa Região de Turismo não se alheie do processo.
João Rato



FERREIRA DIGITAL 18-01-2006

DA FINITUDE DO TEMPO

Para além do Vale do Côa: Arte Paleolítica de ar livre em Portugal - 01 Vale do Ocreza


DA FINITUDE DO TEMPO

Para além do Vale do Côa... há no território português pelo menos dez outros sítios com gravuras e pinturas de arte paleolítica de ar livre. Todos se localizam em vales fluviais da zona mais a ocidente da Meseta, desde o Alto Sabor (com pelo menos 4 sítios) ao Guadiana. E se nem todos apresentam uma mesma uniformidade de estilo, todos têm um certo ar de família, o que lhes concede uma singular homogeneidade artística e me leva a considerá-los como fazendo parte, no seu todo, do nosso mais arcaico "império artístico", de plena idade glaciar e que há que valorizar como um todo. E a identificação ao longo dos últimos anos de todos estes sítios que, excepto o Mazouco, o foram após a batalha do Côa, assinala um dos mais interessantes episódios da nossa arqueologia da viragem do milénio. Afinal o reconhecimento da arte paleolítica de ar livre na Europa ocidental é também ele um dos mais assinaláveis fenómenos da arqueologia europeia das últimas décadas. Ainda para mais, a imensa maioria de todos estes sítios localiza-se na Península Ibérica, sendo o Vale do Côa o seu lugar cimeiro.



http://dafinitudedotempo.blogspot.com/2008/09/para-alm-do-vale-do-ca-arte-paleoltica.html

segunda-feira, janeiro 05, 2009

ARTE RUPESTRE NO CONCELHO DE ABRANTES

- Novo núcleo a norte do concelho -
Álvaro Batista *
Ana Cruz **
1 - Introdução
A existência de arte rupestre em Abrantes, até agora conhecida é relativa à
gravação em rochas de granito ou gnaisse de covinhas isoladas ou
agrupadas. São elas, a Norte no interior do território, as da “Pedra
Encavalada” com três covinhas agrupadas e a da “Verjeira” com uma
covinha isolada (BATISTA, Á e GASPAR, F. 2007). Junto ao Tejo a da
“Barca de Rio de Moinhos” (Abrançalha) com um conjunto de cerca de 40
covinhas agrupadas e gravadas em dois penedos (CANDEIAS, J.,
BATISTA, Á e GASPAR, F. 2008 ?), e o conjunto de três covinhas
agrupadas e uma isolada na “Pedreira” (Rio de Moinhos (inédito). No
interior Sul do território perto de S. Facundo um outro conjunto de seis
covinhas (CANDEIAS, J., BATISTA, Á e GASPAR, F. 2008 ?).
Trata-se de uma arte relativamente pobre se comparada à arte rupestre das
bancadas xisto-grauváquicas do Tejo da área de Fratel e Vila Velha de
Ródão (GOMES, V. 1987: 26-43) (1), do seu afluente Ocreza ou à do Zêzere
da aldeia da Barroca (Fundão) (CANINAS J., HENRIQUES F., BATATA
C. e BATISTA Á. 2004: 25 nota 16) ou ás dos conjuntos de gravados do
interior Norte dos concelhos de Pampilhosa da Serra, Sertã e Oleiros
(CANINAS J., HENRIQUES F., BATATA C. e BATISTA Á. 2004) (2).



http://www.cph.ipt.pt/angulo2006/img/07-08/ARTE%20RUPESTRE%20NO%20CONCELHO%20DE%20ABRANTES%201.pdf

O Património Arqueológico de Mação

Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado do Vale do Tejo


Museu de Mação Galeria das Actividades Biblioteca
Arqueologia de Mação Projectos Informações
Visita Virtual Espaços de Memória Parque do Ocreza
Serviços Educativos Loja Página Inicial





(artigo publicado por Luiz Oosterbeek e Sara Cura na Revista Zahara 6)



Enquadramento
Os caçadores-recolectores
Das origens do agro-pastoralismo ao alvor da metalurgia
As sociedades agro-metalúrgicas


F:\Blogues\Arqueologia de Mação.mht

PROPOSTA DE CLASSIFICAÇÃO DAS PORTAS DE RÓDÃO COMO MONUMENTO NATURAL

Engº João H. Castro Antunes
PARQUE NATURAL DA SERRA DE SÃO MAMEDE
INSTITUTO DA CONSERVAÇÃO DA NATUREZA

A VEGETAÇÃO E A FLORA DAS PORTAS DE RÓDÃO



Índice
1 - Caracterização sumária da área em estudo 3
1.1. Biogeografia 3
1.2. Bioclima 3
1.3. Altitude 4
1.4. Considerações sobre a vegetação actual e potencial 4
2. Vegetação Natural da Zona 4
2.1. Metodologia 4
2.2.Informação existente e dados históricos 4
2.3. Descrição da vegetação (sua dinâmica temporal e espacial) 6
2.4. Considerações sobre a dinâmica da vegetação baseadas 14
nos dados obtidos e em observações efectuadas
2.5. Importância da área para a conservação 17
3 – Inventários da Vegetação e Flora 18
4 – Imagens 31
5 – Bibliografia 45
Índice de Quadros
Habitats de interesse comunitário representados na área 17
Quadros com inventários da vegetação e flora 18-30
Índice de Imagens
Foto 1 – Vista geral da área e da vegetação 2
Foto 2 – Zimbral nas escarpas quartzíticas 5
Foto 3 – Carrascal, no Conhal do Arneiro 8
Foto 4 – Urzal na margem esquerda do Tejo 10
Foto 5 – Vista do Conhal e da vegetação 12
Foto 6 – Amial junto à Fonte das Virtudes 12


http://portal.icnb.pt/NR/rdonlyres/9DCE66CD-711F-40F6-A138-C230C57764FF/0/ANEXO2FLORAEVEGETA%C3%87%C3%83OPRODAO.pdf

Novos dados sobre a ocupação pré-romana da cidade de Lisboa:

Novos dados sobre a ocupação pré-romana da cidade de Lisboa: as ânforas da sondagem n.º 2 da Rua de São João da Praça
Autores: Joao Pimenta, Marco Calado, Manuela Leitão
Localización: Revista portuguesa de arqueologia, ISSN 0874-2782, Vol. 8, Nº. 2, 2005 , pags. 313-334
Enlaces
Texto completo
Resumen:
Embora a descoberta dos primeiros vestígios da ocupação pré-romana da actual cidade de Lisboa remonte aos inícios do século XX, só com o estabelecimento da prática arqueológica em meio urbano este momento foi devidamente confirmado, tendo-se documentado uma forte ligação com o mundo meridional materializada nos vestígios arqueológicos com claras influências orientalizantes. A intervenção de emergência efectuada na Rua de São João da Praça, área situada na encosta oriental do morro do Castelo, permitiu, apesar de todos os condicionalismos inerentes a uma intervenção desta natureza, escavar níveis preservados, de época pré-romana, tendo-se identificado uma estratigrafia contínua desde meados do século III a.C. até à época romana republicana. Entre o conjunto de materiais exumados, destacam-se, pelo seu número, as ânforas, testemunho da importância do porto de Olisipo e do seu precoce dinamismo económico logo a partir de meados do século VII a.C.


http://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=1428203

VILA DO ROSMANINHAL

APRESENTAÇÃO - ROSMANINHAL:

ARQUEOLOGIA, HISTÓRIA, USOS E COSTUMES

DOCUMENTOS

AULA ARQUEOLÓGICA DO ROSMANINHAL


http://rosmaninhal.no.sapo.pt/documentos.htm#ROCHAS_COM_COVINHAS_NA_REGIÃO_DO_ALTO_T

PNSAC

Estudo geomorfológico, ambiental e histórico.
A evolução do povoamento humano da região.


http://portal.icnb.pt/NR/rdonlyres/4292C10D-4C74-48F3-BF1E-6EB582239C87/0/PNSACEducacaoAmbiental_1Jornadas_1991.pdf

O QUATERNÁRIO- EVOLUÇÃO DO AMBIENTE E PRIMEIROS HABITANTES

A PRÉ-HISTÓRIA EM PORTUGAL

O Quaternário é a era das glaciações e do homem. Mas no nosso território, os dados sobre este período são muito escassos.

Supomos que as condições climatéricas, seriam idênticas às que hoje encontramos na Escócia ou no sul da Escandinávia

Na gruta de Figueira Brava, Sesimbra, com cerca de 30.000 anos, foram encontrados retos de pinguins e de focas árcticas.

Em Esmoriz descobriu-se recentemente, numerosos restos de pinus, datados de 27.000 aproximadamente, que nos leva à conclusão de que existiriam pinhais no litoral.

As areias eólicas que existem na costa a norte de Lisboa, provam que as águas estariam a cerca de 20 km para oeste da actual linha da costa, nesse espaço deveria ter existido uma charneca.

Nas serras da Estrela e do Gerês, as línguas de gelo desciam abaixo dos 1.000 m de altiude, o que revela que o clima era bem mais frio. Mais a norte no interior, a paisagem era composta de desertos de pedras.

As ocupações mais antigas conhecidas no nosso território, são do Acheulense (fabrico de bífaces)-500.000 anos. Os achados concentram-se ao longo do litoral e nos principais vales fluviais do interior.

A matéria-prima mais utilizada, foi o quartzito, em menor escala o quartzo e o sílex.

Não temos hipótese de saber se foi o homem que acumulou os ossos de elefantes, hipopótamos, cavalos e veados, que foram encontrados na jazida da Mealhada.

Até hoje ainda não se encontraram fósseis humanos, em Portugal, do período Acheulense, mas achados feitos noutros países da Europa, indicam que os mais antigos a povoar o nosso país, seriam do tipo Homo Erectus, em fases mais recentes o homem do Neanderthal.



http://www.portugalweb.net/arqueologia/esq21.asp

PALEONTOLOGIA E ARQUEOLOGIA DO ESTUÁRIO DO TEJO

I S E M I N À R I O


MONTIJO – GALERIA MUNICIPAL
28, 29 E 30 DE MAIO DE 2004

http://cpgp.planetaclix.pt/i_seminario_estuario_tejo.pdf

A PRÉ-HISTÓRIA EM PORTUGAL

ARQUEOLOGIA - A COMPREENSÃO DO PASSADO


O QUATERNÁRIO- EVOLUÇÃO DO AMBIENTE E
PRIMEIROS HABITANTES
O Quaternário é a era das glaciações e do homem. Mas no nosso território, os
dados sobre este período são muito escassos.
Supomos que as condições climatéricas, seriam idênticas às que hoje
encontramos na Escócia ou no sul da Escandinávia
Na gruta de Figueira Brava, Sesimbra, com cerca de 30.000 anos, foram
encontrados retos de pinguins e de focas árcticas.
Em Esmoriz descobriu-se recentemente, numerosos restos de pinus, datados de
27.000 aproximadamente, que nos leva à conclusão de que existiriam pinhais no litoral.
As areias eólicas que existem na costa a norte de Lisboa, provam que as águas
estariam a cerca de 20 km para oeste da actual linha da costa, nesse espaço deveria ter existido uma charneca.
Nas serras da Estrela e do Gerês, as línguas de gelo desciam abaixo dos 1.000 m
de altiude, o que revela que o clima era bem mais frio. Mais a norte no interior, a
paisagem era composta de desertos de pedras.
As ocupações mais antigas conhecidas no nosso território, são do Acheulense
(fabrico de bífaces)-500.000 anos. Os achados concentram-se ao longo do litoral e nos
principais vales fluviais do interior.
A matéria-prima mais utilizada, foi o quartzito, em menor escala o quartzo e o
sílex.
Não temos hipótese de saber se foi o homem que acumulou os ossos de
elefantes, hipopótamos, cavalos e veados, que foram encontrados na jazida da
Mealhada.
Até hoje ainda não se encontraram fósseis humanos, em Portugal, do período
Acheulense, mas achados feitos noutros países da Europa, indicam que os mais antigos
a povoar o nosso país, seriam do tipo Homo Erectus, em fases mais recentes o homem
do Neanderthal.

http://www.portugalweb.net/arqueologia/livros/ARQUEOLOGIA.pdf

A malacofauna críptica da Gruta do Caldeirão (Tomar, Portugal) e as faunas de gastrópodes terrestres do Plistocénico superior e Holocénico da ...

A malacofauna críptica da Gruta do Caldeirão (Tomar, Portugal) e as faunas de gastrópodes terrestres do Plistocénico superior e Holocénico da Estremadura portuguesa



Resumen:
A par de um espólio arqueológico muito rico e de importância reconhecida no entendimento do Paleolítico superior e Neolítico de Portugal, a Gruta do Caldeirão (Pedreira, Tomar) forneceu um acervo paleontológico diverso e numeroso, repartido por uma sucessão de níveis estratigráficos com cronologias compreendidas entre o Moderno e o Paleolítico superior antigo. Grande parte deste acervo consiste em conchas subfósseis de 14 espécies de gastrópodes terrestres, repartidas por 5 famílias: Vitrea crystallina (Müller, 1774), Oxychilus cellarius (Müller, 1774), Cecilioides acicula (Müller, 1774), Ferussacia folliculus (Gronovius, 1781), Rumina decollata (Linné, 1758), Testacella maugei (Férussac, 1819), Candidula intersecta (Poiret, 1801), Cochlicella barbara (Linné, 1758), Oestophora barbula (de Charpentier, 1836), Oestophora lusitanica (Pfeiffer, 1841), Ponentina subvirescens (Bellamy, 1839), Portugala inchoata (Morelet, 1845), Cepaea nemoralis (Linné, 1758) e Helix aspersa Müller, 1774. A repartição estratigráfica destas espécies é desigual, assim como a diversidade e a dimensão das amostragens efectuadas por camada, as quais decrescem sensivelmente do topo para a base do enchimento. Nas camadas superiores (ABC-D) a associação presente possui características modernas e é dominada por H. aspersa, espécie oportunística, introduzida tardiamente na fauna portuguesa. Uma segunda associação, de menor diversidade e caracterizada pela ocorrência de C. acicula, estabelece a transição entre o Paleolítico superior e o Holocénico (camadas Ea a Fb). Por fim, toda a restante sucessão associada aos intervalos de deterioração climática pós-Denekamp, é representada por uma associação de baixa diversidade, em que os elementos dominantes são R. decollata, O. barbula, C. intersecta e C. nemoralis (camadas Fc-K). Com raras excepções, todas estas espécies são hidrófilas ou mesófilas, capazes de adaptação fácil à vida em ambientes crípticos. Do mesmo modo, a relativa abundância de espécies carnívoras ou necrófagas poderá estar relacionada com a utilização da gruta como necrópole.

http://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=751117

Al-madan (on-line)

I Sumário
II Editorial | Jorge Raposo
Arqueologia
III Entre as Grutas e os Monumentos Megalíticos: problemáticas
e interrogações na Pré-História recente do Alto Ribatejo
Alexandra Figueiredo
IV 25 Anos de Investigação Arqueológica em Portugal (1982-2007).
A Pré-História Holocénica: referências bibliográficas
Carlos Tavares da Silva
V Intervenção Arqueológica no Casal do Rebolo (Sintra): da
diversidade das estruturas à larga diacronia de ocupação
Alexandre Gonçalves e Catarina Coelho
VI Citânia de Briteiros: trabalhos arqueológicos recentes (2007)
Francisco Sande Lemos e Gonçalo Cruz
VII Vila de Castelo de Vide: um habitat proto-histórico
João F. A. Magusto
VIII Casa dos Bicos 25 Anos Depois: marcas de oleiro em terra sigillata
Eurico de Sepúlveda e Clementino Amaro
IX Ocupação Romana no Beco do Marquês de Angeja, Alfama:
evidências de estruturas termais junto da porta Nascente de Olisipo
Victor Filipe e Marco Calado
X Capela de São Pedro da Capinha (Fundão): primeira intervenção
Elisa Albuquerque e Constança Guimarães dos Santos
XI Evidências de Ocupação Romana no Morro do Castelo de
Alverca do Ribatejo (Vila Franca de Xira)
João Pimenta e Henrique Mendes
XII A Torre Medieval de Santa Catarina de Sítimos: elementos para
o estudo do sistema defensivo de Alcácer do Sal em contexto almóada
António Rafael Carvalho
XIII Tomar Islâmica do Gharb al-Andalus: a alcáçova e arredores
Salete da Ponte
XIV Paleodemografia e Patologia Oral na população exumada da
Igreja de Santiago Maior de Monsaraz
Patrícia Peralta e Ana Luísa Santos




http://www.almadan.publ.pt/15ADENDAXI.pdf

O Conjunto megalítico do Crato

Contributo para o registo das antas portuguesas.

Dissertação de Mestrado de Rui Jorge Zacarias Parreira



http://dited.bn.pt/30996/1984/2462.pdf

Os copos no povoado calcolítico de Vila Nova de São Pedro

Os copos no povoado calcolítico
de Vila Nova de São Pedro1

SÓNIA DUARTE FERREIRA




R E S U M O O
estudo aprofundado de conjuntos artefactuais como os “copos canelados” de Vila
Nova de São Pedro constitui uma crescente necessidade para melhor compreender a formação das novas sociedades agro-metalúrgicas em Portugal.
Recolhidos entre os anos 30 e 60 do século passado, em dezenas de campanhas de escavação, e parcialmente publicados por Afonso do Paço, importa agora analisar estes recipientes cerâmicos de forma exaustiva e numa perspectiva mais actual.
Materiais desde cedo valorizados como indicadores culturais da Idade do Cobre Inicial, caracterizam-se, genericamente, por corpo de forma sub-cilíndrica, oferecendo, por norma, pastas e tratamentos de grande qualidade, mostrando, muitas vezes, motivos decorativos, onde se destacam os canelados e os espinhados.
Procuramos, através do presente trabalho, apontar novas interpretações relacionadas, essencialmente, com as características, origens e cronologias dos “copos canelados” do povoado de Vila Nova de São Pedro, através de uma análise cuidada ao nível formal, técnico e decorativo.


http://www.ipa.min-cultura.pt/pubs/RPA/v6n2/folder/181.pdf

Achegas para a Carta Arqueológica de Tomar

Publicação de Salete da Ponte





http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/3836.pdf