domingo, junho 29, 2008

Amanhã terei tempo

Amanhã terei tempo.

Hoje vagueio ao lado do jardim
Mas não o visito, nem me sento
A contemplá-lo.

Amanhã terei tempo.

Hoje viajo contigo ao lado
Mas não te ouço, não te falo.
Olho-te apenas, apressado.

Amanhã terei tempo.

Hoje adio o encontro marcado
Cancelo o sorriso e o abraço.
Desculpo-me num motivo inventado.

Amanhã terei tempo.

Hoje não saio.
Não posso ver o sol,
e a claridade fere-me o olhar já cansado.

Amanhã terei tempo.

Servo de mim,
escravo do tudo que me tornei,
Agonizo, sem sentido,
Amedrontado do tempo perdido.

Amanhã:
Ainda estarei
Sentado à sombra do jardim ,
Esperando que um raio de sol
Me incendeie o rosto
E sorria, enfim?

terça-feira, abril 11, 2006

Antropomorfos: um desafio a decifrar?


Os antropomorfos são fascinantes. Serão os vivos? Serão os mortos? Serão os mortos-vivos? Terão sido produzidos em momentos de lazer, não tendo qualquer signiicado? Serão símbolos-letras? Terão uma significação sexual (um círculo e um traço!)? E então, quantos mais círculos associados a um traço, melhor? Serão apenas marcas identificadoras de famílias? ou de chefes (sinalizando lugares sagrados? propriedades?)? Mas, bonitos são eles... ou não?

Ajudem-se a decifrar este enigma. Aceitam-se propostas.

segunda-feira, abril 10, 2006

Trabalho de campo

Acabo de chegar do jardim da UTAD.
Conclui uma primeira recolha sobre o ponto da situação ambiental.
A impressão é ... vamos ver e depois comentamos. Há que aguardar.

Primeira vez

Vamos agora começar uma experiência científica:
percorrer os caminhis secretos da UTAD em busca de rastos de um estranho ser em vias de extinção.
Descrição:
cores variadas;
tamanhos irregulaes;
disposição instável;
actividades destrutivas;