Amanhã terei tempo.
Hoje vagueio ao lado do jardim
Mas não o visito, nem me sento
A contemplá-lo.
Amanhã terei tempo.
Hoje viajo contigo ao lado
Mas não te ouço, não te falo.
Olho-te apenas, apressado.
Amanhã terei tempo.
Hoje adio o encontro marcado
Cancelo o sorriso e o abraço.
Desculpo-me num motivo inventado.
Amanhã terei tempo.
Hoje não saio.
Não posso ver o sol,
e a claridade fere-me o olhar já cansado.
Amanhã terei tempo.
Servo de mim,
escravo do tudo que me tornei,
Agonizo, sem sentido,
Amedrontado do tempo perdido.
Amanhã:
Ainda estarei
Sentado à sombra do jardim ,
Esperando que um raio de sol
Me incendeie o rosto
E sorria, enfim?
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